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Cadela fica 3h dentro de carro em Shopping de Campinas


Uma cadela ficou ao menos três horas dentro de um carro no estacionamento do Shopping Iguatemi, em Campinas (SP), neste sábado (1º). Os donos, que entraram no estabelecimento comercial para fazer compras por volta das 17h, voltaram ao veículo às 20h. A Guarda Municipal foi acionada por um cliente do estabelecimento e registrou o caso.

(Correção: ao ser publicada, esta reportagem informou, com base no depoimento do dono do animal, que a cadela havia ficado cinco horas dentro do carro. A informação foi retificada pelo shopping, que verificou o horário de entrada do veículo no estabelecimento. O erro foi corrigido às 11h55.)

O funcionário público Sidnei Eduardo Padovani disse ter se revoltado com a situação. “Adentrei no shopping. Quando foi 19h, eu saí e para o meu espanto o cachorro estava lá dentro ainda, sem água, sem comida, em um carro pequeno”, contou Padovani, que acionou, então, a Guarda Municipal.

Ao retornar para o veículo, o economista Carlos Anibal Cardoso, dono do animal, admitiu que errou. “Não era para termos demorado tanto. Infelizmente [ela] ficou.” Segundo ele, também “não dava” para a cadela ficar sozinha dentro de casa, em Bragança Paulista (SP). “O cachorro já havia almoçado conosco e aí viemos para cá”, afirmou.

A assessoria do Shopping Iguatemi informou que, após tomar conhecimento da situação, foi possível identificar por meio da placa do carro que o economista era usuário do sistema Sem Parar. Com isso, conseguiu o telefone do proprietário do carro. Ele, no entanto, não atendeu as ligações. E só foi localizado após voltar ao veículo.

A assessoria informou ainda que a entrada de animais de grande porte não é permitida no estabelecimento. Apenas cães de pequeno e médio porte são aceitos, com coleira ou no colo.



 

Fonte: G1


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Captura, Esterilização e Devolução - CED

 

Capturar-Esterilizar-Devolver é um método humano e eficaz de controlo de colônias de gatos e de redução da população felina silvestre. O processo envolve a captura dos gatos de uma colônia, a sua esterilização, um pequeno corte na orelha esquerda para fins de identificação, desparasitação e, por fim, a devolução do animal de volta ao seu território de origem. Sempre que possível, os animais adultos meigos e e as crias que ainda estejam em idade de sociabilização são retirados das colônias e encaminhados para adopção. Um prestador de cuidados fornece comida e abrigo aos gatos devolvidos, monitoriza a colônia à procura de elementos novos e faz a mediação dos conflitos que possam surgir entre os gatos e a comunidade envolvente.

   

O CED oferece uma série de vantagens tanto para as colônias como para a comunidade. Enquanto ativista de CED, é aconselhável estar informado acerca destas vantagens e ter a capacidade de as verbalizar sempre que necessário. O CED é ainda um conceito relativamente novo e muitas pessoas não vão compreender porque é uma boa ideia devolver os gatos ao local onde foram encontrados. Por isso, explique-lhes!

As vantagens do CED – na colônia


Esterilizar os gatos de uma colônia tem as seguintes vantagens para a vizinhança:

1. Não haverá mais ninhadas, e a população de gatos irá diminuir com o tempo. Se todos os gatos forem esterilizados não haverá mais ninhadas. Se eventuais novos elementos da colônia forem rapidamente capturados e castrados ou entregues para adopção, o tamanho da colônia irá diminuir drasticamente com o tempo.

2. Redução dramática do barulho. A grande parte do barulho proveniente de uma colônia fértil tem origem no acasalamento e nas lutas – comportamentos que são fortemente reduzidos com a esterilização.


3. O cheiro torna-se muito menos intenso. Os machos inteiros marcam o seu território com urina carregada de testosterona, dando origem a um cheiro especialmente forte e desagradável. Os machos castrados, pelo contrário, irão marcar muito menos o território, e em muitos casos deixam de o fazer por completo.


4. Mantém-se o controlo de roedores. Os gatos são um método natural e muito eficaz de controlo da população de roedores, principalmente devido ao seu cheiro. Devolver os gatos ao seu território vai permitir que este controlo se mantenha.

Gato a comer um rato

5. Uma colônia mais saudável e menos visível. A esterilização, alimentação regular e abrigos adequados melhoram substancialmente a saúde da colônia. Uma vantagem disto é haver muito menos parasitas, tais como pulgas. Além disso, os gatos têm menos tendência para deambular em busca de comida e parceiros para acasalar, fazendo com que se tornem também menos visíveis.


6. Exclusão do fator pena/tristeza. Os habitantes preocupados das vizinhanças deixam de se deparar com cenários miseráveis de gatos esfomeados ou crias moribundas.


7. A presença de um prestador de cuidados. Com o CED, haverá alguém responsável pela colônia, para cuidar dela e tratar de quaisquer problemas que possam surgir com a vizinhança.

8. Evita a criação de outra colônia, nova e não esterilizada. Retirar a maioria ou todos os gatos de uma colônia deixa o território aberto para ser novamente colonizado. Gatos novos e inteiros tomarão o lugar dos anteriores e os problemas antigos regressarão (efeito de vácuo). Esterilizar a colônia e deixá-la no seu território quebra este ciclo de repovoação.

As vantagens do CED – na comunidade


As vantagens do CED, quando estendido a toda a comunidade, vão além de cada colônia individual:

a) Menos gatos silvestres e vadios em toda a comunidade. Estudos recentes mostram que quando, numa dada área geográfica, 70% dos gatos de rua são esterilizados, os nascimentos diminuem e a população estabiliza. Acima dos 70%, a população começa a decrescer, diminuindo drasticamente à medida que chegamos aos 100% de esterilizações.

b) Menos eutanásias. A existência de menos gatos silvestres na comunidade devido ao CED resulta em menos casos de eutanásia nos canis locais, por dois motivos: em primeiro lugar, aparecem menos gatos silvestres e inadotáveis, cujo destino é, quase sempre, serem abatidos; em segundo lugar, havendo menos gatinhos silvestres a nascer, haverá mais espaço nos abrigos de associações de animais e mais lares para gatos domésticos abandonados ou perdidos que, de outra forma, seriam eutanasiados por falta de recursos.

c) Menos queixas às entidades camarárias. Um declínio da população felina devido a programas de CED significa menos aborrecimentos para a comunidade em geral (miados, lutas, marcação de território, estragos em automóveis, fezes) e, assim, resulta em menos queixas às entidades camarárias.

d) Mobilização de ações de voluntariado. Dado que o CED é pró-vida, atrai um número considerável de voluntários, ao contrário do que acontece com as atividades de captura e abate realizadas pelos canis municipais. O número de gatos silvestres em Portugal ascende às centenas de milhares. Por isso, a capacidade de mobilizar um exército de voluntários é essencial para pôr um fim à super população de gatos silvestres.


e) Redução de custos. A redução das taxas de eutanásia nos abrigos de associações locais e canis/gatis camarários, o menor número de queixas às entidades competentes e o recurso ao trabalho voluntário contribuem para a redução exponencial dos encargos relacionados com felídeos. Por exemplo, em 1992, no condado de San Diego, EUA, o CED foi introduzido. Ao fim de dois anos, as taxas de eutanásia diminuíram 40%. Se pensarmos nos custos associados à recolha, abrigo e eutanásia de cada gato, esta diminuição traduziu-se na poupança de centenas de milhares de dólares.


f) Maior cooperação dos prestadores de cuidados. Os prestadores de cuidados conhecem o paradeiro dos gatos, os seus hábitos e números, e são eles que podem deixar de alimentar os gatos para facilitar a sua captura. A cooperação destas pessoas é fundamental para se conseguir um controlo populacional bem sucedido. O CED é bem visto pelos prestadores de cuidados por não prejudicar os gatos, enquanto que as atividades de captura e abate dão origem à sua resistência e falta de cooperação.

g) Relações Públicas vantajosas para as entidades camarárias. Se as entidades camarárias apoiarem o CED em vez de praticarem a captura e abate, a sua imagem pública melhora. Isto dará origem a mais voluntários, mais pessoas a ir aos canis/gatis camarários para adoptar animais e maior resposta financeira aos apelos.







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Amigo não se compra, se adota.


Se para muita gente parece estranha a idéia de ter um animal de estimação que não tenha sido comprado, queremos aqui demonstrar que estranho é justamente comprar animais.
Se entendermos que animais não são mercadorias, mas seres capazes de sentimento, que têm necessidades de amar e de serem amados, concordaremos que não há sentido em se comprar animais.

Nós não compramos um amigo humano, porque deveríamos comprar um animal?

Há uma cruel tradição humana de entender que animais são coisas, são produtos, são fonte de renda e de lucro.

O comprador de animais em feiras de filhotes muitas vezes não tem consciência disso, assim como desconhece a quantidade imensa de animais que aguardam adoção ou que aguardam a morte no corredor final do CCZ, Centro de Controle de Zoonoses das prefeituras. Muitas pessoas inclusive chamam a 'carrocinha' desconhecendo que ali os animais na sua grande maioria encontrarão apenas doença e morte.

Queremos chamar as pessoas à consciência do mal que causam inadvertidamente ao adquirir/ comprar / pagar por um animal de estimação.

Por outro lado, as pessoas desconhecem o que é um criadouro. Em geral, pouco se conhece dos criadores, pois nas feiras, vêem-se apenas os filhotinhos. E quem resiste a um filhotinho? Ainda mais se puder parcelar em cinco vezes...

Existe uma verdadeira Indústria de filhotes, que lucra mediante o sofrimento dos animais.
O Movimento de Proteção Animal em todo o país recebe um número cada vez maior de denúncias contra criadores. Nos últimos anos sugiram muitos criadouros 'de fundo de quintal', mas os criadouros luxuosos e que vendem animais por uma fortuna também escondem crueldade e abuso por trás dos anúncios que trazem lindos animais. 

Matriz de Maltês (Foto:Divulgação)
Matriz de Maltês (Foto:Divulgação)

As fêmeas são chamadas de 'matrizes' numa clara evidência de que se trata de um 'negócio'. Essas fêmeas têm filhotes após todos os cios. Quando as fêmeas envelhecem e não servem mais como reprodutoras, muitas vezes são abandonadas ou sacrificadas. Acontece o mesmo com os machos velhos que são usados em exposições. Além disso, como freqüentemente é feito cruzamento entre parentes, nascem animais com problemas físicos, que também são abandonados, por não possuírem valor comercial.

O risco de ver os animais como produtos é esse: para aumentar os lucros, vale tudo.

Por outro lado, é preciso reconhecer que aquilo que representaria 'um bom criador', isto é, um criador com escrúpulos, não seria muito lucrativo. Isso porque todo mundo que já teve uma família de cães e gatos em casa sabe como filhotes e mães não gostariam de se separar até 60, 90 dias. Isso significa que o criador já deveria estar incluindo ração na alimentação, vacinas, tratamento para vermes e pulgas. Ou seja, um 'bom criador' deveria ter tido despesas que diminuiriam esse lucro que pretendem ter no seu 'negócio'.

Mesmo o 'bom criador', porém, sempre comete o que entendemos ser o maior erro: considerar os animais como mercadoria.
Animais precisam ter sua dignidade respeitada, ser vistos como são, seres vivos com consciência da dor, da separação, da falta de liberdade para passear, para não ter filhotes em gestações sucessivas e todo o sofrimento que sempre advém quando são considerados coisas, produtos a gerar lucros.

Os animais não nos pertencem!

Então não devo ter animais?

Bem, não se trata disso. Uma vez que o mal da domesticação já foi feito e os animais já foram vítimas dele, há três coisas que DEVEMOS fazer:
A primeira é adotar animais que foram abandonados. Se você não tem coragem de pegar o cachorrinho ou gatinho que cruza por você todo dia na rua (por não saber o que fazer com ele ou por não ter como pagar os primeiros tratamentos), busque os sites de adoção de animais que já foram recolhidos da rua e aguardam uma casa definitiva.
Vá aos links deste site e busque as ongs que fizeram esse trabalho por você. Já é um apoio e tanto.

A segunda saída para o dilema de como ajudar os animais abandonados que sofrem nas ruas é não permitir que os seus animais ou de seus conhecidos procriem. O número de animais abandonados é grande demais, já não há lar para todos. Não aumente o problema, ajude a diminuí-lo. Os animais não têm qualquer necessidade de ter filhotes, como querem nos fazer crer. Não ficam mais calmos nem mais felizes por isso.

Por fim, você pode contribuir e muito, divulgando essas idéias. Conversando com as pessoas, porque a maior parte delas são pessoas bem intencionadas, e apenas mal informadas sobre a questão animal. Esclareça as pessoas que elas não valerão mais por terem animais de raça, não ficarão mais bonitas, nem mais importantes. Pelo contrário, quem vale, vale independentemente de coisas exteriores, vale por si.

E adotar um animal abandonado, sem raça, sem beleza externa só mostra o valor e a beleza de quem adota.

Então, alie-se às seguintes idéias:

Amigo não se compra, se adota.
Animais não são mercadoria, não são produtos.
Faça um explorador de animais trabalhar, não compre ! Há muito trabalho digno no mundo humano. Ninguém que vive de vender animais parará de comer se esse 'mercado' desaparecer. E esse mercado deve desaparecer!


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Declaração Universal de Bem-Estar Animal



Os animais podem experimentar sofrimento e sentir dor. Existe entretanto, uma proteção inadequada para um grande número de animais em muitas partes do mundo. Os animais continuam a sofrer desnecessariamente, devido à crueldade intencional e não intencional, a ignorância e a negligência.

Existe a necessidade urgente de um compromisso internacional para proteger os animais e suas necessidades de bem-estar. Tal compromisso iria inspirar os líderes políticos, organizações e indivíduos em tratar os animais melhor e será o começo do fim da crueldade contra os animais em todo o mundo.

Atingir esse compromisso na forma de uma Declaração Universal de Bem-Estar Animal (DUBEA) é um passo fundamental para mudanças na legislação e nas políticas, melhorando sua aplicação e inspirando atitudes positivas em relação aos animais em cada canto do mundo. Atingir esse compromisso internacional nas Nações Unidas irá promover um impulso extra para os governos, bem como estabelecer uma ligação indiscutível entre o bem-estar animal e a proteção das pessoas e do planeta.

A declaração do nosso dever de respeitar os animais e as suas necessidades de bem-estar teria um impacto de longo prazo no bem-estar de bilhões de animais e pessoas em todo o mundo.

Preparar o terreno para mudanças

O reconhecimento do bem-estar animal é uma excelente notícia para as pessoas e para o planeta. Leia abaixo os estudos de caso para saber mais.

Uma agricultura sustentável para as pessoas e o planeta

A dimensão do problema

O bem-estar animal ainda não é relevante em todo o mundo, afetando assim uma grande quantidade de animais. Os exemplos são muitos e causados por uma variedade de motivos, tais como a nossa crescente demanda por carne, o impacto de desastres naturais e a falta de compreensão em como cuidar de animais. Um acordo entre os governos é necessário a fim de se proteger os animais da crueldade e da negligência, agora e no futuro.
Bilhões de animais são criados de forma intensiva para servir como fonte de alimento. Eles têm pouco ou nenhuam espaço para se mover ou para expressar seu comportamento natural. A maioria nunca experimentou o ar fresco e a luz do dia e não têm nenhuma garantia de uma morte humanitária.

Animais selvagens são caçados e mortos cruelmente em quantidades que chegam aos milhões, para fins comerciais ou no mercado negro. Suas peles, pele, dentes, ossos e outras partes do corpo são vendidos legalmente e ilegalmente para fazer roupas, enfeites e medicamentos. Eles também são maltratados em nome do entretenimento e do esporte.

Existem cerca de 1 bilhão de gatos e cães nas ruas em todo o mundo. Por diversas vezes são temidos e perseguidos por pessoas que tem medo de contrair doenças como a raiva. As autoridades locais muitas das vezes não têm acesso as leis sobre o tratamento humanitário aos animais, utilizando métodos comuns para controle populacional como por exemplo, envenenamento, tiro e electrocussão, que causam uma morte lenta e dolorosa.

Cavalos, burros, mulas e outros animais de trabalho ajudam a pelo menos metade da população em todo o mundo a manter a sua subsistência. Existem poucas leis e recursos inadequados que protegem o seu bem-estar. Muitos trabalham por longas horas sem descanso ou água. Manqueiras e feridas causadas pela má colocação dos equipamentos, doenças e uma alimentação pobre são causadores de um terrível sofrimento.

Apoie essa causa: PARA MIM OS ANIMAIS IMPORTAM e saiba mais.

Um movimento: WSPA

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Experimento mostra que 6% dos motoristas são possíveis assassinos de animais



O americano Mark Rober pegou três animais de brinquedo — uma cobra, uma aranha e uma tartaruga — para realizar um teste bastante interessante: quantas pessoas, na estrada, poderiam se desviar do caminho para passar por cima de alguns desses bichos?



Para isso, ele posicionou os falsos animais no acostamento de uma estrada e observou a reação dos motoristas. O resultado — que também pode ser visto no vídeo acima — apontou que 94% dos mil carros observados se mantiveram no mesmo caminho, deixando os “animais” em paz.
Outros seis por cento, no entanto, foram mais cruéis e decidiram desviar do caminho apenas para atropelar os bichos — que não representavam nenhum perigo para suas vidas.
Dos três animais, a aranha foi a que sofreu o maior número de atropelamentos, seguida da cobra e da tartaruga, que ficou com o terceiro lugar. Além disso, 89% dos “assassinos” estavam em caminhonetes, enquanto o restante utilizava carros comuns. Mark Rober também utilizou uma folha de borracha no experimento, mas essa não chamou nenhuma atenção e não sofreu nenhum dano.


Fonte: TecMundo




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Motivos para adotar animais deficientes



Diante dos milhares de casos de abandono de animais pelas ruas do Brasil e do mundo, existem várias entidades empenhadas no incentivo a adoção, visando diminuir a população de bichos desabrigados. Prova dessa tentativa é a recente inauguração do primeiro núcleo cirúrgico da prefeitura, em São Paulo, para a realização de cirurgias de castração de cães e gatos.

O problema é que, infelizmente, se para os bichinhos sem raça definida já é difícil encontrar um novo lar, imagine para os idosos, por exemplo. Ainda na lista de animais preteridos está também um grupo muito especial: os deficientes físicos. Dentre eles, o número de abandono é ainda maior.

Apesar da triste realidade, pelo menos, a crença antiga de que animais nesta condição precisam ser sacrificados tem se tornado cada vez menos difundida. Segundo o médico veterinário Mário Marcondes, diretor clínico Hospital Veterinário Sena Madureira, “hoje em dia existem vários tipos de terapias que têm o objetivo de dar qualidade de vida à estes pets”.
Preconceito e desinformação

Assim como, por vezes, acontece entre humanos, o preconceito ainda reina entre os peludos deficientes. Muitos bichinhos acabam sendo abandonados por serem considerados “feios”, por não conseguirem fazer todos os truques que um animal sem deficiência faz ou porque seus proprietários acreditam que eles darão muito trabalho devido às necessidades especiais.

Nesse sentido, o dr. Mário diz que o veterinário tem um papel fundamental. “O médico entra como um profissional importante para dar a orientação correta para o proprietário de um animal com deficiência, expondo todos os tipos de terapia existentes para melhorar a vida dele”.

Segundo o veterinário, a paralisia de membros é a limitação mais frequente em cães. Os principais casos são os animais com problemas de coluna que evoluem para uma paralisia. “Isso é muito comum em raças com a coluna longa e patas curtas como o dachshund.
Um caso de carinho

Mais que uma paralisia, Tom, um dachshund, de 6 anos, desenvolveu um problema bem mais grave por conta da coluna. Além disso, o bichinho nasceu sem as duas patas dianteiras. De acordo com sua dona, Christiane Aguiar, um veterinário disse que o problema pode ter sido ocasionado por uma doença genética ou até mesmo por remédios abortivos dado a mãe do cachorro.

Pitoco Crédito: Arquivo Pessoal

A jornalista de 23 anos adotou Pitoco, como é chamado carinhosamente, porque não gostava de como o tratavam em seu primeiro lar. “Depois que ele nasceu, a outra filhote que nasceu da mesma cria foi adotada, mas ninguém queria o Tom por causa da sua deficiência. Ele ficava jogado no fundo do quintal no meio da sujeira, já que os antigos donos não limpavam nada”.

Ela conta ainda que o cãozinho, muitas vezes, nem mesmo comia, pois havia outros cachorros maiores no quintal, que chegavam mais rápido até o alimento. Foi assim que Pitoco entrou na vida da família de Christiane, que tem mais duas cadelas, Neguinha, uma dachshund de 7 anos e irmã de Pitoco e Lilica, uma SRD de 2 anos, que foi abandonada no portão da casa da jornalista.

E apesar da aparência frágil, felizmente, segundo o dr. Mário, os animais nessas condições se adaptam facilmente. O veterinário destaca, por exemplo, o caso dos cães cegos, que utilizam seus outros sentidos para se adaptar ao ambiente. Ele ainda dá uma dica aos donos de cãezinhos com o problema: “mantenha os objetos sempre no mesmo local, como comedouros e cama, assim o animal vai se adaptar mais rápido”.

Christiane aprendeu bem a lição e procura facilitar a vida de Pitoco, que se locomove com dificuldade, deixando tudo que ele precisa por perto. Também toma cuidado para que ele não se asse, o que pode acontecer devido ao fato dele se arrastar pela casa.
Tratamento com células tronco

A lesão na coluna é a principal alteração causadora de paralisia. Hoje, o tratamento inicial é com medicamento, além de cirurgia (em alguns casos) e fisioterapia. Em muitos casos a acupuntura ou somente a fisioterapia são indicados.

Uma outra alternativa bem mais recente é o tratamento com células tronco, prática adotada gratuitamente pelo Hospital Veterinário Sena Madureira, em parceria com a empresa de biotecnologia Celltrovet. Segundo o diretor clínico do hospital, já participaram do projeto por volta de 10 animais, mas as vagas ainda estão abertas para donos que estejam interessados. Os candidatos são pacientes deficientes paralisados, em decorrência de lesão na coluna, mas que já foram submetidos a um outro tratamento convencional, sem sucesso.

“A ideia é tentar melhorar a qualidade de vida destes animais com o uso das células tronco. Mas para isto, primeiro estamos realizando este projeto científico para posteriormente, com a análise dos resultados, padronizarmos um protocolo para tratamento convencional com células tronco”, disse o dr. Mário.

O veterinário destaca ainda que esta é uma evolução da área médica, mas para isto, trabalhos bem delineados devem ser realizados antes de se utilizar células tronco de maneira rotineira. Os proprietários que quiserem participar do projeto de tratamento gratuito com células tronco para animais deficientes devem se inscrever na triagem, no telefone (11) 5572-8778 - de segunda a sexta-feira, em horário comercial.

Pitoco, infelizmente, não se enquadra no perfil para o tratamento pioneiro, mas já dispõe de uma vida muito feliz ao lado da família que o acolheu e não hesita em dar carinho, amor e elogiar seu bichinho. “Ele é um animal carinhoso, que retribui todo o cuidado que temos com ele com muito amor”, finalizou Christiane.


Fonte: PetMag


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Cadela resgata filhotes de incêndio no Chile



Na cidade chilena Temuco, uma cadela chamada Amanda resgatou os seus filhotes de um incêndio na casa em que morava. Ela levou os animais, um por um, para o carro de bombeiros, enquanto os profissionais apagavam o fogo. As informações são do site soytemuco.cl.




Amanda e seus filhotes foram encaminhados para uma clínica veterinária, onde receberam cuidados. Segundo Felipe Lara, médico veterinário da clínica, Amanda chegou estressada e agressiva para proteger os filhotes. Apenas um dos bichos não resistiu às graves queimaduras e morreu, informou a publicação.
A casa que foi atingida pelo incêndio é de Omar Torres, pai de um famoso boxeador de Temuco, José Tumbaíto Torres, de acordo com o site.

Veja mais fotos aqui


Fonte: IBahia 
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Cagada é não recolher!


Quem nunca passou pela desconfortável situação de ver, ou pior, pisar, nas fezes de cachorros não recolhidas na calçada? Infelizmente, isso é mais comum do que gostaríamos, e apesar de ser de extremo bom senso limpar a sujeira do totó, ainda tem muita gente que deixa o cocô na rua.

Pensando justamente em conscientizar de forma divertida a população que as irmãs gaúchas Ana Carolina e Manoela Trava Dutra resolveram lançar uma campanha na internet. Elas cuidam do site Cão em Quadrinhos, que tem como objetivo criar ideias para facilitar a relação cão-homem e há um ano divulgam seu projeto sobre a posse responsável.



“Quem tem cachorro, querendo ou não, está assumindo uma série de responsabilidades. Uma delas é o recolhimento do cocô do seu cachorro. Como donas responsáveis, sabemos da nossa responsabilidade com a limpeza de parques públicos e ruas”, esclarece Manoela.

Sob o slogan “cagada é não recolher”, a dupla disponibiliza para download bandeirinhas, papéis de parede e banners gratuitamente com os dizeres da campanha. As irmãs criaram ainda a linha Cocôres, que são chaveiros e enfeites de mesa, vendidos em todo o Brasil e até Estados Unidos.

Manoela explica que a ideia da campanha surgiu durante os passeios aoparque com sua irmã e os três cães da família, e notou que muitos donos não recolhiam os dejetos deixados pelos seus animais. “Apesar de muitas pessoas terem consciência, a maioria ainda não assumiu a suaresponsabilidade”.




O que começou como uma brincadeira, hoje, a campanha “Cagada é não recolher” pode ser vista em diversos sites e blogs sobre animais, além de mais de 120 cocôres já terem sido distribuídos. O enfeite de mesa custa 20 reais, enquanto o chaveiro, 15 reais, lembrando que 10% das vendas são doadas para abrigos e pessoas que cuidam de animais abandonados.

“Temos uma lista grande de contatos de pessoas sérias e que prestam contas sobre os gastos dos animais que estão sendo ajudados. Também costumamos enviar essa ajuda para o que o animal necessita, comoração, medicamentos ou pagamento de cirurgia”, finaliza Manoela.




Fonte: PetMag


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Zoológico maltrata animais e CQC não faz nada.



O quadro "Proteste Já" do programa CQC, do dia 06/08/2021, mostrou uma denúncia que não devia ter terminado daquele jeito.

Simplesmente porque as imagens mostram uma contravenção Penal: LEI Nº 3.688, Art. 3º Para a existência da contravenção, basta a ação ou omissão voluntária. Deve-se, todavia, ter em conta o dolo ou a culpa, se a lei faz depender, de um ou de outra, qualquer efeito jurídico.

Por isso essa DENÚNCIA deveria ter sido levada diretamente as autoridades competentes!

Não é uma ponte caindo, ou uma rua sem asfaltar, ou uma escola caindo aos pedaços por uma péssima administração pública! São animais sofrendo humilhação, num zoológico, que deveria dar o mínimo de condições para a sobrevivência dos mesmos.

Os animais estão sendo mau tratados e isso é crime:

Lei nº 9.605 de 12 de Fevereiro de 1998
Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
§ 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

E a produção do CQC ficou de retornar daqui cinco meses para ver se o "compromisso" firmado, foi cumprido, e se tudo foi resolvido.

Depois de morrer quantos animais??? Uma vida, seja qual for, não é motivo de brincadeira ou palhaçadas políticas!!!

Por favor, tomem uma atitude contra essa denúncia, que não pode ser tratada com descaso como o programa fez. O programa trouxe a denúncia ao público, mas o mesmo não podia ficar apenas na piadinhas de mau gosto, poderia ter ido além e tomado uma atitude humana, uma atitude de resultado, não apenas um quadro vazio. Utilizando o sofrimento dos animais para ganhar audiência e status. Não vamos ser ignorantes frente à esse quadro, como algo natural.

Veja o vídeo e faça barulho, não deixe essa denúncia ficar apenas como um simples quadro de programa de TV. Se fosse uma criança, ou um idoso, ou uma pessoa qualquer, essa seria a atitude correta??? Com nenhum ser vivo desse planeta, essa deve ser a atitude, seja animal ou não. Palhaçada tem limites. Até pro palhaço.



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O que fazer se seu cão for atropelado




Durante um passeio descontraído, donos de cães geralmente não imaginam que o animal possa sair correndo pela rua. Muitas vezes, essa “loucura” acontece porque o bichinho viu uma fêmea ou um gato. Como os cães que vivem dentro de casa nem sempre estão acostumados ao trânsito, eles são atropelados com mais frequência do que se imagina.

No desespero de tentar salvar o animal de estimação, o dono muitas vezes não sabe como agir e acaba atropelado também ou até mordido pelo cão. Morder é a maneira natural de cães se defenderem quando sofrem um acidente e estão sentindo dor. Quem tenta ajudar, mesmo que seja o dono, pode ser mordido.

O cachorro morde quando é tocado porque sente dor e os dentes são a arma que ele tem para se defender. O ideal é não tocar no animal e chamar um profissional para socorrê-lo. Para não piorar a lesão, é indicado movimentá-lo o mínimo possível até chegar ao veterinário mais próximo. Quando não há alternativa e o próprio dono tem de levar o cão para receber atendimento, a primeira providência a tomar é tirar o cachorro atropelado do meio da rua.

Em primeiro lugar, o dono precisa ter cuidado consigo mesmo. Muitos, para tentar ajudar o cachorro, se esquecem da própria segurança e acabam atropelados também. Para movimentar o cão, recomenda-se que o animal seja laçado com uma corda e arrastado até um lugar mais seguro.

Depois de tirá-lo da rua, é necessário isolar a boca do cão. O mais recomendado é colocar uma contenção adequada, como uma focinheira, ou mesmo amordaçar o cachorro, para que ele possa ser encaminhado para um veterinário. Cães estão sempre sujeitos a sofrer acidentes desse tipo e mordem mesmo. O uso de coleiras, mesmo nos cães mais sossegados, é essencial.

Como deve ser feito o socorro de um cão atropelado:

- Não mexa no cão nem toque nos ferimentos após o acidente
- Se não for possível esperar a chegada de um veterinário, espere até que o animal se acalme
- Lace o animal e o arraste até um local seguro
- Coloque uma contenção adequada para prevenir mordidas, como focinheira
- Tente movimentá-lo o mínimo possível até chegar ao veterinário.

Se o cão acidentado for um animal desconhecido, o cuidado deve ser redobrado, pois ele pode não estar vacinado e transmitir doenças à pessoa. Quando alguém é mordido por um animal estranho tem de tomar uma série de remédios para prevenir doenças, como a raiva.

Em caso de atropelamento, o serviço de limpeza pública da maioria das cidades do país recolhe o animal para ser feita eutanásia. Em caso de morte, o serviço transporta o corpo até o aterro sanitário.

Coleiras adequadas

Para que o animal não escape é importante que ele use uma coleira adequada. Na avaliação de Sayegh, os produtos oferecidos no mercado atualmente são muito bons e dificilmente se rompem ou apresentam problemas. Hoje, quando o cão escapa, é porque o dono não soube ajustar a coleira corretamente no animal.

O veterinário recomenda os “enforcadores”, que são ajustados no pescoço do cachorro e permitem que o dono tenha mais domínio. Existem produtos feitos com nylon, que são os mais indicados e oferecem grande resistência. Chegam a durar 10 anos sem apresentar problema nenhum, as pessoas podem trocar para variar as cores.

O modelo gentle leader também é indicado. É parecido com um cabresto de cavalo e mantém o animal sob controle. A coleira menos indicada é a peitoral. Muita gente deixa o peitoral frouxo e perde todo o controle sobre o cão, principalmente se for de grande porte. Alguns cães conseguem encolher a pata, passar pela coleira e fugir.

O dono não deve correr atrás do animal em caso de fuga. Se o cachorro escapar, o certo é não correr para alcançá-lo, mas chamá-lo de volta no lugar. Uma dica é correr na direção contrária. O cão vê que o proprietário quer brincar e corre para junto dele também.


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Os Dez Mandamentos da Posse Responsável



1 - Antes de adquirir um animal, considere que seu tempo médio de vida é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem cuidará dele nas férias ou em feriados prolongados.

2 - Adote animais de abrigos públicos e privados (vacinados e castrados), em vez de comprar por impulso.

3 - Informe-se sobre as características e necessidades da espécie escolhida – tamanho, peculiaridades, espaço físico.

4 - Mantenha o seu animal sempre dentro de casa, jamais solto na rua. Para os cães, passeios são fundamentais, mas apenas com coleira/guia e conduzido por quem possa contê-lo.

5 - Cuide da saúde física do animal. Forneça abrigo, alimento, vacinas e leve-o regularmente ao veterinário. Dê banho, escove e exercite-o regularmente.

6 - Zele pela saúde psicológica do animal. Dê atenção, carinho e ambiente adequado a ele.

7 - Eduque o animal, se necessário, por meio de adestramento, mas respeite suas características.

8 - Recolha e jogue os dejetos (cocô) em local apropriado.

9 - Identifique o animal com plaqueta e registre-o no Centro de Controle de Zoonoses ou similar, informando-se sobre a legislação do local. Também é recomendável uma identificação permanente (microchip ou tatuagem).

10 - Evite as crias indesejadas de cães e gatos. Castre os machos e fêmeas. A castração é a única medida definitiva no controle da procriação e não tem contra-indicações.



Fonte: Confraria dos Miados e Latidos


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Convivência do bem: Crianças e Animais


Muitos mitos, boatos e tabus giram em torno da convivência de crianças e pets, especialmente das crianças que ainda estão na barriga das mães ou são bebês. Para os amantes de pets, nenhuma novidade, mas para muitos, uma surpresa: a convivência com os animais é benéfica para a saúde dos humanos.

Um estudo realizado na Finlândia e publicado na Pediatrics revelou que as crianças que convivem com cães têm menos chances de apresentar alguns tipos de infecções nos ouvidos ou problemas respiratórios do que aquelas que não têm bichos de estimação.

A pesquisa comprovou que os animais são responsáveis por desenvolver e aflorar o sistema imunológico dos bebês, ainda em seu primeiro ano de vida.

O estudo foi realizado com 397 crianças, entre nove e 52 semanas, que foram avaliadas por médicos do Hospital Universitário Kuopio, na Finlândia. Foi concluído que as crianças que tiveram contato com cães e gatos em casa ficaram significativamente mais saudáveis durante o período da pesquisa.


Além de nos dar muito amor e carinho e ser o melhor amigo do homem, os cachorros também são responsáveis pela saúde e bem estar de nossas crias. Apaixonante, não é mesmo?


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Evento de adoção do Projeto Segunda Chance



Será dia 12 de agosto, das 10hs às 16hs.
Estarão neste evento cães dóceis, saudáveis, vacinados e castrados, que estão aguardando uma familia e uma segunda chance de vida!

Av. Cidade Jardim, 1013 - Itaim Bibi / SP

Compartilhem, mesmo não podendo adotar! Quanto mais pessoas souberem, maiores as chances dos peludinhos!!


Fonte: Facebook

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Qual a diferença entre animal silvestre, animal exótico e animal doméstico?


É muito importante que você saiba diferenciar os diversos tipos de animais. E aprender que pra cada um existe uma forma de tratamento. Que existe leis que protegem todos os tipos de animais. E que existe animais que não devem ser tratados como cachorro e gato. Aprenda mais, um pouco nesse breve “perguntas e respostas”:

1 - Qual a diferença entre animal silvestre, animal exótico e animal doméstico?
I - Animal silvestre - É todo aquele pertencente às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenha a sua vida ou parte dela ocorrendo naturalmente dentro dos limites do território brasileiro e em suas águas jurisdicionais.
II - Animal exótico – É todo aquele cuja distribuição geográfica não inclui o território brasileiro. As espécies ou subespécies introduzidas pelo homem, inclusive domésticas que se tornaram selvagens, também são consideradas exóticas. Outras espécies exóticas são aquelas que tenham sido introduzidas fora das fronteiras brasileiras e em suas águas jurisdicionais e que entraram em território brasileiro.
III - Animal doméstico – Todo aquele que por meio de processos tradicionais e sistematizados de manejo e melhoramento zootécnico tornou-se doméstico, tendo características biológicas e comportamentais em estreita dependência do homem, podendo inclusive apresentar aparência variável, diferente da espécie silvestre que o originou.

2 - Manter um animal silvestre em cativeiro é crime?
Depende da origem do animal. Se for de origem legal, proveniente de criadouro comercial ou de comerciante devidamente registrado no Ibama, ou se a pessoa recebeu o animal em caráter de guarda ou depósito pelo Ibama, Policia Florestal ou por determinação judicial, não é crime. Podemos considerar crime se a origem legal do animal não puder ser provada. De qualquer forma, mesmo não sendo comprado de traficante, a manutenção desse animal seria, em outras palavras, conivência com o crime ou com a retirada aleatória de animais da natureza.

3 - Eu posso legalizar um animal silvestre?
Legalizar é uma palavra complicada, significa tornar legal aquilo que não é. O problema é que, para legalizar um animal, há de se legalizar todos e só uma nova lei teria poder para isso. Quem poderia legalizar seria o Ibama, mas demandaria recursos financeiros e humanos. Pessoas que possuíam, por exemplo, um papagaio antes de entrar em vigor a Lei de Proteção à Fauna (Lei nº 5.197/67), e cuja manutenção possa ser provada documentalmente, poderiam ter direito à guarda. Esses casos são passíveis de análise.

4 - Como possuir um animal silvestre legalmente?
É necessário adquirir o animal de origem legal, ou seja, proveniente de criadouros comerciais devidamente legalizados que estejam documentados com nota fiscal expedida pelo comerciante ou criadouro e constando o número de registro junto ao Ibama, com a determinação da espécie (nome vulgar e científico) e identificação individual do espécime comercializado (anilhas ou microchips).

5 - O que fazer quando encontrar alguém vendendo um animal silvestre?
Primeiro, não comprar. Em seguida, denunciar às autoridades. Se for na feira livre ou depósito de tráfico, denunciar e fornecer o maior número possível de informações, como local, data, hora, circunstância etc. Se for na beira da estrada, não comprar e repreender o vendedor dizendo que isso é ilegal e que se ele for flagrado pode, além de perder o animal, sofrer as sanções legais.

6 - Qual o risco de manter um animal silvestre em cativeiro?
Todo animal, independentemente de ser silvestre ou doméstico, pode ser portador de doenças transmissíveis ao homem, como salmonelose, ornitose, toxoplasmose, entre outras. O ideal é que um veterinário possa esclarecer sobre essas doenças, incluindo sua via de transmissão e contágio.

7 - Quais os animais da nossa fauna que podem ser vendidos legalmente? Existe algum tipo de restrição caso o animal esteja ameaçado de extinção?
Teoricamente, todos os animais de uso freqüente como produtores de bens de consumo (carne, couro, pele, plumas, etc.) ou como ornamento, adorno ou mascote, poderiam ser vendidos legalmente, desde que autorizado pelo órgão supervisor, nesse caso o Ibama. Como seria essa autorização? Por meio de sua origem legal comprovada, ou seja, de criadouros comerciais devidamente regulamentados e registrados. Exemplos: papagaios, araras, canários-da-terra, bicudos, curiós, jandaias, jabutis, emas, capivaras, catetos, queixadas, veados, tartarugas, jacarés, borboletas e outros. Existem animais, porém que estão em estado crítico na natureza e relacionados na lista oficial do Ibama como ameaçados de extinção. Nesse caso, a sua comercialização somente seria possível se houvesse estoques consideráveis em cativeiro, que pudessem auto-sustentar o plantel a partir de várias gerações, ou seja, fossem animais F2 (filhos de animais já comprovadamente nascidos em cativeiro). Nunca se autorizaria a retirada de matrizes e reprodutores para formar plantel, ou seja, seriam usados os já existentes e de conhecimento do Ibama. Para o exterior, se, além de integrar a lista de fauna ameaçada do Brasil, forem animais do Anexo I da Cites (lista mundial de fauna ameaçada), somente poderiam ser vendidos se o criadouro fosse registrado no Ibama (no caso do Brasil) e, concomitantemente, no Secretariado Cites, em Genebra – Suíça. Ver definição de Cites.

8 - O que é e para que serve a Cites?
É a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Silvestres em Risco de Extinção, firmado em 1973 e que congrega 173 países, do qual o Brasil é signatário desde 1975. A Cites tem por objetivo a cooperação entre os países para evitar que o comércio de animais não seja responsável pela extinção das espécies. Esse comércio é controlado pelas partes por meio da expedição de licenças e certificados que garantem que as espécies silvestres comercializadas tenham origem legal e que estejam sendo monitoradas pelos países produtores e consumidores de seus produtos.

9 - Os animais brasileiros podem ser vendidos no exterior?
Desde que cumpridas as exigências do Ibama e da Cites, se for o caso, podem ser vendidos sem problemas. A saída do país demandaria a expedição de licenças de exportação pelo Ibama.

10 - Que critérios o governo brasileiro usa para controlar o envio de animais ao exterior?
Quando para fins comerciais, devem ser provenientes de criadouros comerciais devidamente registrados no Ibama, ou na secretaria da Cites, se for o caso. Quando para fins científicos, pesquisas conservacionistas, devem ser provenientes de cativeiro que seja de conhecimento e registro no Ibama (zoológicos, criadouros científicos, conservacionistas) ou coletados na natureza, desde que amparados por licença de captura do Ibama, mediante projeto de pesquisa que justifique a captura. Toda saída deve ser justificada, documentada e acompanhada de licença expedida pelo Ibama. Em alguns casos, como animais vivos de espécies ameaçadas de extinção, o Ibama solicita ao importador estrangeiro a assinatura de um acordo de manejo, em que, entre outros itens, exige que os animais continuem pertencendo ao governo brasileiro, assim como seus descendentes. O acordo é assinado pela instituição brasileira que está exportando os animais, pela estrangeira que está importando e pelo próprio Ibama.

11 - Quando nossos animais forem encontrados no exterior, o Ibama pode trazê-los de volta?
Se comprovada a saída ilegal do Brasil e a entrada ilegal no país, é possível. A repatriação porém é um processo demorado e depende, quase que exclusivamente, da boa vontade dos governos signatários da Cites e das embaixadas brasileiras nesses países.

12 - Se eu encontrar um animal sendo vendido no exterior, como faço para saber se ele não é produto de tráfico? Afinal, se for, eu gostaria de denunciar para as autoridades.
Verificar, com quem está vendendo, expondo ou transportando, os documentos legais de compra e venda ou que autorizam o transporte e a importação do animal. Em caso de dúvida, consultar a autoridade administrativa Cites do país.

Respostas fornecidas por:
Francisco de Assis Neo, Biólogo / Ibama


Ficou com dúvidas? Deixe seu comentário.


Fonte: Renctas 
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Castrar é prevenir o abandono


ESTERILIZAÇÃO (CASTRAÇÃO): O QUE É?

Além de prevenir doenças, a esterelização garante o bem-estar dos animais e representa a única medida eficaz no controle das populações de cães e gatos.

Impedir a cada cio que o animal cruze, mas mantê-lo com os instintos para isso, representa uma constante frustração. A esterilização de cães e gatos, fêmeas e machos, é uma cirurgia que impedirá a procriação. Ela deverá ser feita por médico veterinário experiente, e o animal deverá estar sob o efeito de anestesia geral. A esterilização do macho é mais fácil e mais rápida. A esterilização das fêmeas - que consiste na retirada de útero e ovários - requer alguns dias de atenção após a cirurgia, até a completa cicatrização. Atualmente muitos veterinários utilizam nova técnica para a esterilização das fêmeas, menos invasiva, na qual o corte é menor, tornando a cirurgia e a recuperação mais rápidas. Consulte seu veterinário ou faculdades de veterinária e entidades de proteção animal.

Para os machos

Um macho esterilizado deixa de fugir tentando ir atrás de fêmeas no cio, tem menos necessidade de marcar território com urina, porém continua guardião da casa e da família.

Para as fêmeas

Uma fêmea esterilizada deixa de atrair a legião de machos à sua porta, não tenta fugir para cruzar e não tem mais cio, ou seja, não menstrua mais. Além disso, ela estará se livrando da piometra (infecção no útero) que atinge em média 60% das cadelas não esterilizadas, cujo tratamento inclui a esterilização.

Esterilize seu animal (macho ou fêmea) antes da puberdade. Não é necessário aguardar o primeiro cio de sua cadela ou gata para esterilizar. E recomendada a esterilização antes da puberdade, a partir de 2 meses de idade, cujas vantagens são:

saúde: cadelas e gatas esterilizadas antes da puberdade reduzem em mais de 90% as chances de terem câncer de mama;
conforto e bem-estar: a recuperação pós-cirurgia é mais rápida.

Castração a preços reduzidos

Esterilizações a baixo custo são realizadas em diversas clínicas veterinárias em todo o país. Várias delas estão relacionadas aqui.

Castração gratuita

Verifique também se a Prefeitura de sua cidade realiza o procedimento gratuitamente, através dos Centros de Controle de Zoonoses ou de grupos de defesa animal cadastrados.

O QUE NÃO FAZER

Não aplique injeção anticoncepcional (hormônio) em fêmeas, ela é totalmente contra-indicada. Se o fizer, você estará prejudicando a cadela, talvez condenando-a a uma morte sofrida e precoce. O único método de controle populacional indicado pela Organização Mundial da Saúde é a esterilização cirúrgica de fêmeas e machos caninos ou felinos. Hoje existe também a esterilização química de machos felinos e caninos.

As injeções de hormônio prejudicam as fêmeas e podem provocar a piometra (infecção do útero), cujo tratamento inclui a urgente esterilização (do contrário o animal pode vir a óbito por septicemia).

Há ainda o perigo de os guardiões daquele animal não perceberem a tempo os sintomas da piometra, que podem ser inapetência (nem todos os animais) e corrimento (discreto) de secreção amarelada (pus) pela vagina. Se for um animal de rua ou semi-domiciliado, dificilmente serão percebidos os sintomas.

Veja abaixo a opinião da Dra. Vanessa Mollica Caetano Teixeira - Médica veterinária - Especialista em clínica e cirurgia – UFV Mestre em cirurgia – Unesp:

"O uso de anticoncepcionais é um dos principais causadores de aparecimento de tumores de mama, infecções uterinas e tumores uterinos e de ovário, além de predisporem a doenças endócrinas, como o hiperadrenocorticismo, e promoverem resistência insulínica, provocando o surgimento da diabetes mellitus. Também pode ser observada falha, ausência ou descoloração do pelo no local da aplicação.

No caso da infecção de útero, o tratamento é a retirada do órgão de forma emergencial, antes que o animal entre no quadro de infecção generalizada, toxemia associada à insuficiência renal, colapso e morte."


Fonte: institutoninarosa.org.br


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O dono responsável, cuida.


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10 Maneiras de ajudar cães e gatos


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