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Cães e Gatos na Mesma Casa: É Possível?



Durante anos, quando se falava em ter cães e gatos na mesma casa numa convivência pacífica, as pessoas achavam que tal acontecimento era impossível de suceder, devido ao instinto caçador, necessidade de marcação de território e estilos de vida opostos de ambos os animais. Mas será mesmo impossível manter cães e gatos em harmonia? Será que não podem existir animais que, apesar de espécies diferentes, se possam dar bem, sem se darem como “cão e gato”?

Claro que pode, os nossos melhores amigos também podem ser os melhores amigos uns dos outros. É claro que para que isto aconteça, o primeiro contacto entre os nossos felpudos terá de obedecer a alguns cuidados, para que a primeira impressão um do outro não seja negativa.

Vamos deixar aqui algumas dicas, que poderá utilizar para que os nossos amigos de quatro patas se possam dar bem e poder assim ter cães e gatos em harmonia na sua casa.

1. Tenha paciência (muita…)

O processo de adaptação dos nossos meninos é algo muito importante. Nos primeiros tempos terá de ter algum cuidado para que estes não se ataquem um ao outro, nem se revoltem. Vigie sempre o cão e o gato quando estiverem juntos, de modo a evitar que algo de mal aconteça, quer entre os animais quer na harmonia de sua casa.

2. O espaço

Quando se quer ter vários amiguinhos, convém ter espaço suficiente para que estes possam brincar. Quanto maior o espaço deles, maior será a probabilidade dos novos amigos se sentirem à vontade e andarem a brincar um com o outro. Caso o espaço que disponibiliza para eles seja demasiado pequeno, estes poderão sentir ciúmes e terão a sensação que o outro está a invadir o seu espaço, originando brigas entre eles. É igualmente importante haverem espaços isolados, para que os animais se possam refugiar um do outro, evitando novas brigas.

Não se esqueça que existem animais com “mau feitio” que dispensam companhia, ou mais tímidos que prefiram estar sossegados no seu canto e claro mais ciumentos, que não gostem de partilhar a atenção e o afecto dos donos. O espaço de cada animal deve ser respeitado para que tudo corra bem.

3. A atenção

Não só numa primeira etapa, mas sim em todo o tempo que tenha os seus peludos, terá de dividir a atenção entre eles. Tente dividir a atenção entre os dois, não dê demasiada atenção a um e deixe o outro de lado, pois dessa forma fará com que sintam ciúmes um do outro e a convivência entre eles será problemática.

4. A idade ideal

Poderá juntar cães com gatos em qualquer idade, mas quanto mais tarde os juntar, mais difícil será a adaptação deles um ao outro. A idade ideal para os juntar será até aos seis meses do gatinho e o ano do cachorrinho. Os nossos amigos de quatro patas têm linguagens diferentes, daí a ser complicado a adaptação deles um ao outro; na fase da infância é mais fácil a aprendizagem e a adaptação desta, de modo a que os novos amigos se possam dar bem.

5. Deixe que se conheçam

Numa primeira fase, o cão e o gato vão sentir necessidade de se conhecer, de se cheirar e de brincar. Deixe também que dividam espaços, que dividam a cama, mas nunca os deixe sem vigilância, pelo menos nas primeiras semanas. O primeiro impacto dos nossos amigos deverá acontecer sob muita vigilância e precaução. Ambos deverão estar controlados com mão humana, evitando assim que se ataquem mutuamente, bem como estar a uma determinada distância. Deverá aos poucos ir aproximando-os, deixando que se cheirem, e que se conheçam, mas sempre com cuidado. Durante esta fase eles poderão ter atitudes mais violentas, pelo que já deverá estar preparado caso isso aconteça.

6. O cão

Quando o seu cachorro já estava na casa e só mais tarde entrou o gatinho, deverá ter ensinado previamente ao amiguinho mais velho todas aquelas vozes autoritárias: “senta”, “quieto”, “deita”,etc. , para que quando o elemento mais novo da família chegue seja mais fácil “domar” o cachorro. Essas palavras de controlo sobre o cão servirão para o caso deste tentar atacar o gato. Deixe também o cãozinho preso enquanto o felino conhece toda a casa, para que este se habitue a casa e o cão se habitue a presença de outro filhote na casa.

7. O gato

Quando o seu bichaninho é o mais velho na casa, terá de lhe dar o seu espaço na mesma, nos primeiros tempos deixe o comer do gato num local onde o cão não o verá a alimentar-se, pois assim este sentir-se-á seguro e que a sua propriedade não foi invadida por nenhum outro animal. Só quando o seu bichano se sentir confortável com o outro animal é que o poderá colocar junto deste no que toca a alimentação.

A chegada de novos animais a nossa casa é sempre um momento de alegria e satisfação, mas também de stress para que estes se dêem bem, por isso as dicas que deixamos acima podem ajudar a que esse stress seja diminuído. Com algumas precauções tudo será bem mais fácil e terá o seu cachorro e o seu bichaninho a darem-se lindamente.





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Ensinando a fazer xixi e cocô no jornal


É preciso ter paciência pra ensinar seu cãozinho a fazer xixi e cocô no lugar certo. Mas não se preocupe, ele aprende relativamente rápido, só depende do seu método de ensino.

Pode ser que você pense que seu cão já aprendeu, mas um belo dia ele erra o local. Acontece. Não desanime nem se desespere. Essas ondas fazem parte do processo de aprendizado e não vai demorar para que ele acerte 100% das vezes.

Como ensinar a fazer no lugar certo? Vamos lá!

Nas primeiras semanas, seu cachorrinho não deve ficar solto pela casa toda. Tanto por causa das necessidades quanto por causa da segurança mesmo. Ele é um bebê. Imagine-o como uma criança, que precisa brincar em um local determinado e não pode ficar solta por todo o apartamento.

Agora que você já delimitou o local (área da cozinha, varanda, etc), forre TODO o chão com jornal, sem deixar frestas. Ele tem que ter espaço para fazer as necessidades, além de brincar e dormir. Lembre-se de limpar SEMPRE o jornal, porque ele tem que sentir que as necessidades estão sendo absorvidas.

Deixe-o aí por uma semana (NÃO TIRE, nem com supervisão). Brinque bastante com ele nesse espaço e se ele fizer, estará fazendo no lugar certo. Elogie sempre que o vir fazendo no jornal. Faça festa, incentive.

Na segunda semana, tire uma parte do jornal (onde ele escolheu para dormir) e troque por uma cama (ou paninho), tire o jornal de onde ele come, deixando apenas as tigelinhas. Continue com todo o resto forrado com o jornal.

Vá reduzindo TODO DIA UM POUQUINHO o resto do jornal. Se ele fizer no lugar certo, agrade-o. Se ele fizer no lugar errado, volte o treinamento em um dia. Mantenha ele nesse espaço na segunda semana também. Brinque com ele aí, leve as pessoas para vê-lo nesse espaço. Não se esqueça de deixar os brinquedos para ele.

Na terceira semana, espere que ele coma, faça as necessidades e só aí deixe-o sair. Se ele começar a rodar cheirando o chão, ou a cada duas horas (o que vier antes), leve-o para o espaço com jornal. Só deixe-o sair depois de ter feito as necessidades, mesmo que pareça que ele perdeu a vontade.

Se ele começar a fazer no lugar errado, diga NÃO, pegue-o e leve-o para o espaço. Ele vai fazendo no caminho mesmo, porque ele não tem controle total sobre as necessidades. Se ele terminar no jornal, mesmo que seja uma gotinha, elogie-o como se tivesse acertado. Se não, deixe-o preso até que faça as necessidades no jornal. Não brinque exaustivamente com ele… muitos cães, para não atrapalhar a brincadeira, seguram as necessidades até não aguentar mais e fazem onde estão mesmo. Por isso, brinque bastante, mas não se esqueça de parar de vez em quando e prendê-lo (é igual a criança, é você que tem que lembrá-la que ELA está com vontade de ir ao banheiro).

Também deixe-o preso quando não puder ficar olhando.

Dentro de pouco tempo você vai perceber que ele começa a procurar o jornal sozinho. Elogie MUITO toda vez que ele acertar.

Destruir o jornal

O barulho do jornal sendo rasgado é tentador para um filhotinho e é muito comum que ele queira se divertir picotando o jornal todo com as unhas e os dentes.

Para acabar com esse hábito, borrife um pouco de água no jornal e deixe-o úmido. Dessa forma, ele não vai fazer barulho quando for rasgado e seu bichinho não vai ficar tentado a destruí-lo.

Para não deixar os papéis soltos, prenda com uma fita adesiva no chão sempre que for trocar.



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Crianças confundem o rosnar de um cachorro com sorriso


Um levantamento realizado na Grã-Bretanha aponta que quase metade das crianças serão mordidas por cachorros até os 7 anos. O fato de serem alvos fáceis deve-se a um erro de interpretação por parte dos pequenos: quando um cão mostra os dentes ao rosnar, eles pensam que o animal está sorrindo e tendem a se aproximar dele.

A leitura errada do comportamento acontece porque a criança foca sua atenção principalmente na boca e nos dentes do cachorro. Os menores de 5 anos são os mais suscetíveis a ataques, porque chegam mais perto do animal no intuito de entender o que ele quer. Isso torna vulneráveis a mordidas as regiões do rosto e do pescoço.

Por isso, a Universidade de Lincoln decidiu desenvolver um DVD interativo, chamado Blue Dog,com o objetivo de ensinar crianças na faixa dos 3 anos a entender as reações dos cachorros e identificar possíveis perigos. “É importante que as crianças aprendam a ter uma ideia de como é o ponto de vista do cachorro. Assim, elas poderão entender melhor o que o animal está sentindo e ter certeza de quando é o melhor momento de se aproximar”, afirma Kerstin Meints, uma das responsáveis pelo produto.

Fonte: Revista Veja
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Cadela leva marmita para os outros animais que convivem com ela



A cadela Lilica, que há três anos leva comida para outros animais que convivem com ela em um ferro velho em São Carlos (SP), mantém essa rotina porque tem um instinto materno e de liderança entre os bichos, afirma o veterinário Alexandre dos Santos, que visitou nesta quarta-feira (26) o local onde vivem os animais.

Segundo o especialista, Lilica adotou nos últimos anos a postura da líder e sempre teve uma preocupação materna, que consiste em cuidar das outras raças com quem convive. Ela divide o espaço com um cão, um gato, um galo, uma galinha e até uma mula.

“Mesmo vivendo nesse ambiente onde tem tanta adversidade, ela não se esquece que no final de cada dia ela tem que sair, buscar o alimento e voltar para ajudar aqueles que estão aqui presentes”, diz.

Quando a tarde vai embora, a cadela cumpre rigorosamente uma missão. O destino é casa da professora Lúcia Helena de Souza, que cria 13 cachorros e 30 gatos, todos recolhidos da rua. Depois de servir o jantar da turma, a professora prepara uma marmita para Lilica.

A cadela mata a fome, pega a sacolinha com o alimento separado pela professora e segue de volta ao ferro velho. São dois quilômetros de caminhada na lateral de uma estrada bem movimentada. No escuro, a pista fica ainda mais perigosa, mas Lilica atravessa com segurança e em poucos minutos chega com o jantar dos outros animais.

A catadora Neile Vânia Antonio, que encontrou Lilica abandonada ainda filhote na porta do ferro velho, pega a sacola e abre para todos os bichos do local comerem.

Ajuda


Após a repercussão da história na internet, o telefone de dona Neile não parou de tocar. Muita gente se comoveu e quis ajudar. Os bichos ganharam mais alimentos nesta quarta-feira.

“Veio uma moça e trouxe um saco de ração. Ela disse que era para a Lilica não ficar atravessando a pista, que é muito perigosa. Mas eu disse a ela que a Lilica não vai parar com esse costume”, afirma a dona. O veterinário concorda.

Dona Neile diz que desde que viu a cadela pela primeira vez percebeu que ela era diferente. “A gente que é humano não faz isso. Algumas pessoas até escondem e não querem dividir o que tem. Ela não, Lilica é um animal excepcional”, afirma.





Fonte: G1

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Humanização de rotina causa transtorno psicológico a animais



Zumbi respondia aos afagos das visitas rosnando e tentava até morder quem insistisse em se aproximar. O cão da raça Chow-chow acabou ganhando fama de bravo, mas o verdadeiro motivo da agressividade só foi descoberto depois que os donos, a gestora de comunicação Iara Vieira, e o marido dela, o engenheiro mecatrônico Marcelo Mitre Filho, resolveram procurar ajuda de uma profissional. “O problema, na verdade, é que ele era muito medroso e por isso tentava atacar quem chegasse perto”, explicou a especialista em comportamento animal Ana Cláudia Garcia.

Criados em casas e apartamentos sem a devida atenção às suas diversas necessidades, animais como Zumbi podem desenvolver problemas psicológicos devido àquilo que Ana Cláudia chama de “excesso de humanização” das rotinas. “A pessoa trabalha, deixa o cão sozinho o dia inteiro, e quando chega em casa acha que basta fazer carinho ou levá-lo ao melhor pet shop da cidade. Há outras necessidades que estão relacionadas à questão do comportamento animal mesmo, como brincar com uma bolinha, passear na rua ao menos duas vezes por dia”, explica.

Atividades como as descritas pela especialista estimulam a produção de serotonina, substância bioquímica que ajuda o cérebro a regular funções como o humor, apetite e até o ritmo cardíaco. Assim como nos humanos, baixos níveis de serotonina podem provocar distúrbios no humor e até levar a quadros de depressão.

“No animal, isso vai se manifestar de diversas formas. Alguns cães uivam quando estão sozinhos, outros lambem as patas até fazer ferida, arranham a porta ou, o que é muito comum, destroem os objetos em casa. Para o cão, morder o objeto que tem o cheiro do dono é prazeroso, isso produz serotonina nele, porque ele pensa que está interagindo com o dono.”

No caso de Zumbi, os problemas foram além do comportamento agressivo. “Ele rosnava e latia, ao mesmo tempo em que ia recuando assustado. Além disso, ele era muito agitado e começou a se machucar, por ansiedade”, diz Iara.

Os donos foram orientados a pedir aos visitantes que adotassem cuidados, como falar baixo e de forma carinhosa ao interagir com o cão. “A abordagem do tratamento não está focada somente no cãozinho, mas em toda a dinâmica do ambiente. Todo mundo saiu ganhando. Recebemos sempre amigos e a família em casa, mas isso antes era motivo de estresse para ele. Hoje, a rotina da casa é outra, muito mais tranquila e harmoniosa. O Zumbi é outro cachorro, extremamente carinhoso, muito mais calmo e feliz”, conta Iara

Especialista

Mas cada caso exige um procedimento específico. O ideal, segundo Ana Cláudia, é que antes mesmo de adotar ou comprar o bicho de estimação, o futuro proprietário busque orientação. “Costumo ir à casa, ver o espaço e conhecer a rotina dos moradores, para só depois indicar uma raça mais adequada àquele ambiente”, explica. “Mas nem 5% das pessoas fazem isso. É muito comum encontrar pessoas que só depois de pegar um cão descobrem que poderiam ter, no máximo, um gato.”

Não existe regulamentação para a profissão de especialista em comportamento de animais, explica Ana Cláudia, que desenvolve o trabalho há dez anos devido à sua atuação como presidente de uma ONG de proteção a animais em Ribeirão Preto, a Cãopaixão. Interessados em desenvolver a atividade preparam-se por meio de cursos ministrados por profissionais experientes e também buscam capacitação como adestradores.

Esses profissionais cobram em média R$ 80 por consulta e a sugestão de Ana Cláudia aos interessados em contratar o serviço é que busquem recomendações em clínicas veterinárias e pet shops de confiança.

Fonte: G1

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Quem depende de quem?



À primeira vista, são eles que dependem de nós. Para comer, beber, jogar a bolinha... Mas basta visitar um pet shop para ver como somos dependentes deles.

Só o brasileiro gasta, em média, R$ 760 por ano com bichos de estimação. Tudo em troca de algumas lambidas, fidelidade e muito companheirismo. Mas o que exatamente tornou duas espécies diferentes tão unidas a esse ponto?

Criando laços

Pesquisas recentes mostram que os cachorros, assim como os lobos, não se organizam em hierarquias dominadas por um macho alfa. É o que defende o biólogo John Bradshaw, da Universidade de Bristol, Inglaterra. Segundo Bradshaw, na natureza as matilhas formam-se com membros familiares próximos, de até três gerações. Os mais velhos são os líderes naturais do grupo, mas o clima costuma ser mais de cooperação do que de submissão.

O erro estava na forma como os lobos eram observados até agora: animais vivendo em cativeiro e com indivíduos escolhidos ao acaso. O que acabava alterando a forma como se organizavam.

Adestradores que até agora pensavam que deveriam interpretar o papel desse líder para dominá-los estão voltando atrás e treinando os bichos com mais carinho e recompensas. Por isso, foi tão fácil dar certo a amizade entre homens e cães. Uma relação rara entre espécies diferentes, que o austríaco Konrad Lorenz, um dos mais famosos especialistas em comportamento animal, chamou nos anos 1960 de "o laço" - ligação que surge quando os dois animais enxergam vantagens na parceria. Lorenz ainda estudou outro fator que nos atrai nos cães: o "esquema bebê" - características típicas dos filhotes de mamíferos que eles conservam por mais tempo, como os olhos grandes e o corpo macio. Pesquisas comprovam: nós não conseguimos resistir. É o que faz muita gente promovê-los à condição de quase-humanos e vesti-los com casaquinhos ou criar um resort só para eles.

Você é a mamãe

E não é só isso. "Para garantir a parceria, eles fizeram um esforço evolutivo para se tornarem cada vez mais atraentes para nós", diz Ceres. Aprenderam até a interpretar nossas expressões faciais - coisa de que só os cavalos também são capazes. Tanto que muitos deles nem desconfiam que são cães. Principalmente filhotes que foram separados da mãe antes da 10a semana de vida, quando o animal ainda está construindo as primeiras relações sociais. Sem o convívio com a cadela e outros cães, não aprendem a ser cachorros. A herança genética não basta, e eles ficam confusos. Apegam-se aos seus primeiros cuidadores - esses cachorrões esquisitos sem pelos que usam roupas e andam em pé. Passam a pensar que você, caro leitor, é a mamãe. O que pode até levar a problemas como a ansiedade de separação. "Muitos cães sofrem quando o dono está ausente e se tornam depressivos ou agressivos", afirma o veterinário Daniel Svevo. Uma codependência que provavelmente surgiu com os primeiros cães. "O tempo passou, mas as necessidades psicológicas e práticas que nos aproximaram deles são as mesmas, afirma Ceres Faraco, doutora em psicologia social pela PUC-RS e veterinária especialista em cães. Tanto que muitas vezes cruzamos raças até obter animais que dificilmente sobreviveriam sozinhos na natureza. Como o shih tzu, raça que precisa do dono até para aparar os abundantes pelos que encobrem os seus olhos (sem essa ajuda, eles saem tropeçando em tudo).

Pelo que percebemos olhando o número de pet shops nas ruas de qualquer cidade, o trabalho compensa.

"É consenso entre cientistas que o simples ato de fazer carinho em um cão é capaz de liberar endorfinas, gerando uma sensação de prazer", afirma Daniel Svevo, veterinário, adestrador e terapeuta canino de São Paulo. Vale lembrar: endorfinas são hormônios da felicidade produzidos pelo próprio corpo, mas que têm capacidade de viciar como uma droga.

Dois bons exemplos de como, nesse duradouro relacionamento, um não pode viver sem o outro. 






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Girafa 'vela' filhote morto e levanta discussão sobre luto de animais


Um curioso incidente a respeito de uma girafa morta reabriu a discussão sobre se os animais sofrem por seus mortos.

Zoólogos testemunharam uma girafa mãe se recusando a sair de perto do corpo de seu filhote morto, no terceiro incidente do tipo registrado.

Outros animais sociais, como elefantes e chimpanzés, são conhecidos por examinar atentamente os corpos de seus mortos, especialmente de parentes próximos.

Esse tipo de comportamento levanta discussões sobre a possibilidade de que os animais tenham um "modelo mental" de morte.

Detalhes do último incidente foram publicados no African Journal of Ecology.

O professor de zoologia Fred Bercovitch, pesquisador do Primate Research Institute &Wildlife Research Centre na Universidade de Kyoto, no Japão, e da Giraffe Conservation Foundation, com sede em Surrey, na Grã-Bretanha, testemunhou um desses episódios.

Enquanto observava girafas no South Luangwa National Park, na Zâmbia, Bercovitch testemunhou uma girafa se inclinar sobre seu filhote natimorto.

Ela passou vários minutos lambendo o filhote, antes de levantar. A girafa repetiu o comportamento algumas vezes, ficando ao todo mais de duas horas examinando do filhote que perdeu.

Comportamento

Esse comportamento é surpreendente por diversas razões.

As girafas fêmeas raramente passam tempo sozinhas, e no entanto esta passou horas com seu filhote morto, longe das outras fêmeas.

As girafas também raramente se inclinam, a não ser para beber ou comer. E, a não ser por dois outros episódios semelhantes, as girafas não costumam ser vistas examinando atentamente seus mortos.

- A reação maternal a seu filhote morto não foi tão prolongada quanto a observada em elefantes africanos.

Elefantes e chimpanzés, ambos vivendo em grupos altamente sociais, já foram observados aparentemente sofrendo a perda de seus mortos.

Os elefantes ficam agitados quando um membro de sua manada morre, examinam o morto e geralmente protegem os corpos.

Há registros de chimpanzés carregando seus filhotes mortos. Geralmente, filhotes mais velhos são carregados por mais tempo.

Episódios

No caso das girafas, em um dos três episódios registrados até agora, em 2010, no Quênia, uma girafa fêmea passou quatro dias ao lado do filhote de um mês que havia acabado de morrer.

O comportamento foi observado pela bióloga Zoe Muller. Dezessete outras girafas fêmeas cercaram o corpo do filhote em diferentes momentos ao longo dos quatro dias.

No incidente da Zâmbia, testemunhado por Bercovitch no fim do ano passado, a girafa ficou duas horas com o filhote, que aparentemente nasceu morto.

O terceiro episódio foi registrado em 2011, na Namíbia, quando uma manada de girafas parou para inspecionar o local em que uma jovem fêmea havia morrido três semanas antes.

Uma girafa macho parou de caminhar e farejou o terreno. Quatro outros membros da manada examinaram o local da mesma maneira.

Laços

No entanto, enquanto o comportamento de elefantes e primatas tem sido usado para sugerir que alguns mamíferos são capazes de conceituar a morte, Bercovitch se mantém cauteloso.

Os episódios claramente mostram que girafas mães formam laços com seus filhotes de maneira mais profunda do que se pensava, diz Bercovitch.

Mas a importância da descoberta também pode residir mais no fato de que amplia o número de espécies que reagem quando parentes ou membros de seu grupo morrem.

Somente ao coletar evidências de várias espécies os cientistas poderão começar a investigar se os animais sofrem por seus mortos, e em que momento da evolução essa característica apareceu.


Fonte: BBC Brasil
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Experimento mostra que 6% dos motoristas são possíveis assassinos de animais



O americano Mark Rober pegou três animais de brinquedo — uma cobra, uma aranha e uma tartaruga — para realizar um teste bastante interessante: quantas pessoas, na estrada, poderiam se desviar do caminho para passar por cima de alguns desses bichos?



Para isso, ele posicionou os falsos animais no acostamento de uma estrada e observou a reação dos motoristas. O resultado — que também pode ser visto no vídeo acima — apontou que 94% dos mil carros observados se mantiveram no mesmo caminho, deixando os “animais” em paz.
Outros seis por cento, no entanto, foram mais cruéis e decidiram desviar do caminho apenas para atropelar os bichos — que não representavam nenhum perigo para suas vidas.
Dos três animais, a aranha foi a que sofreu o maior número de atropelamentos, seguida da cobra e da tartaruga, que ficou com o terceiro lugar. Além disso, 89% dos “assassinos” estavam em caminhonetes, enquanto o restante utilizava carros comuns. Mark Rober também utilizou uma folha de borracha no experimento, mas essa não chamou nenhuma atenção e não sofreu nenhum dano.


Fonte: TecMundo




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Cagada é não recolher!


Quem nunca passou pela desconfortável situação de ver, ou pior, pisar, nas fezes de cachorros não recolhidas na calçada? Infelizmente, isso é mais comum do que gostaríamos, e apesar de ser de extremo bom senso limpar a sujeira do totó, ainda tem muita gente que deixa o cocô na rua.

Pensando justamente em conscientizar de forma divertida a população que as irmãs gaúchas Ana Carolina e Manoela Trava Dutra resolveram lançar uma campanha na internet. Elas cuidam do site Cão em Quadrinhos, que tem como objetivo criar ideias para facilitar a relação cão-homem e há um ano divulgam seu projeto sobre a posse responsável.



“Quem tem cachorro, querendo ou não, está assumindo uma série de responsabilidades. Uma delas é o recolhimento do cocô do seu cachorro. Como donas responsáveis, sabemos da nossa responsabilidade com a limpeza de parques públicos e ruas”, esclarece Manoela.

Sob o slogan “cagada é não recolher”, a dupla disponibiliza para download bandeirinhas, papéis de parede e banners gratuitamente com os dizeres da campanha. As irmãs criaram ainda a linha Cocôres, que são chaveiros e enfeites de mesa, vendidos em todo o Brasil e até Estados Unidos.

Manoela explica que a ideia da campanha surgiu durante os passeios aoparque com sua irmã e os três cães da família, e notou que muitos donos não recolhiam os dejetos deixados pelos seus animais. “Apesar de muitas pessoas terem consciência, a maioria ainda não assumiu a suaresponsabilidade”.




O que começou como uma brincadeira, hoje, a campanha “Cagada é não recolher” pode ser vista em diversos sites e blogs sobre animais, além de mais de 120 cocôres já terem sido distribuídos. O enfeite de mesa custa 20 reais, enquanto o chaveiro, 15 reais, lembrando que 10% das vendas são doadas para abrigos e pessoas que cuidam de animais abandonados.

“Temos uma lista grande de contatos de pessoas sérias e que prestam contas sobre os gastos dos animais que estão sendo ajudados. Também costumamos enviar essa ajuda para o que o animal necessita, comoração, medicamentos ou pagamento de cirurgia”, finaliza Manoela.




Fonte: PetMag


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Os Dez Mandamentos da Posse Responsável



1 - Antes de adquirir um animal, considere que seu tempo médio de vida é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem cuidará dele nas férias ou em feriados prolongados.

2 - Adote animais de abrigos públicos e privados (vacinados e castrados), em vez de comprar por impulso.

3 - Informe-se sobre as características e necessidades da espécie escolhida – tamanho, peculiaridades, espaço físico.

4 - Mantenha o seu animal sempre dentro de casa, jamais solto na rua. Para os cães, passeios são fundamentais, mas apenas com coleira/guia e conduzido por quem possa contê-lo.

5 - Cuide da saúde física do animal. Forneça abrigo, alimento, vacinas e leve-o regularmente ao veterinário. Dê banho, escove e exercite-o regularmente.

6 - Zele pela saúde psicológica do animal. Dê atenção, carinho e ambiente adequado a ele.

7 - Eduque o animal, se necessário, por meio de adestramento, mas respeite suas características.

8 - Recolha e jogue os dejetos (cocô) em local apropriado.

9 - Identifique o animal com plaqueta e registre-o no Centro de Controle de Zoonoses ou similar, informando-se sobre a legislação do local. Também é recomendável uma identificação permanente (microchip ou tatuagem).

10 - Evite as crias indesejadas de cães e gatos. Castre os machos e fêmeas. A castração é a única medida definitiva no controle da procriação e não tem contra-indicações.



Fonte: Confraria dos Miados e Latidos


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Almas Caninas - O Filme


“Almas Caninas” é um longa com cerca 1 hora e meia de duração, produzido pela ENGENHO DA IMAGEM PRODUTORA DE FILMES LTDA, com o Apoio da marca MAX Alimento Premium da Total Alimentos. Previsão de lançamento: 1° semestre de 2013. Março de 2014. 



SINOPSE
“Almas caninas” é um filme que aborda, por meio de imagens impactantes e de uma fotografia digna de produções internacionais, os benefícios da convivência com cães. 
Os cães nos trazem muita alegria. Eles são muito companheiros e brincalhões e proporcionam alívio imediato para o stress do dia-a-dia. Olhando para eles brincando, é impossível não esboçar um sorriso!
O contato com cães pode auxiliar o homem em busca pela sua identidade. Eles representam o único elo do homem com um mundo autêntico, sem hipocrisia, sem egoísmo, sem inveja, sem rancor...
Mas o que nós oferecemos a eles? Através do relato da cadela Nikita, o espectador é transportado para uma narrativa que relata os benefícios da autêntica relação homem-cão ao passo que denuncia o que somos capazes de causar a eles.
Casos de abandono de cães estão cada vez mais presentes em nosso dia-a-dia e causam, não apenas sofrimento e dor para eles, como também grandes prejuízos para a nossa sociedade. É preciso colocarmos um ponto final nesta questão.
Ao longo do filme, através de depoimentos de profissionais da área e de donos/tutores de cães, o espectador terá contato com o mais belo de todos os sentimentos: o amor incondicional.

Filme “Almas Caninas” pretende conscientizar sobre guarda responsável e abandono de cães
Entrevista com Roteiristas do filme revela seu principal objetivo

Com cerca de uma hora e meia de duração, “Almas Caninas” aborda os benefícios da autêntica amizade entre homem e cão, ao passo que questiona o que o homem lhe dá em troca.
De acordo com o diretor e Roteirista do filme, Ricardo Bruini, o nome “Almas Caninas” remete à “essência” dos cães, ao que está por dentro desses animais tão gentis e carinhosos, que ofereceram sua amizade ao homem há mais de 14 mil anos, sem cobrar nada em troca.

Andréia Godoy, roteirista e produtora do filme, explica que o filme pretende mudar o conceito de que o cão é apenas um mero bem de consumo, e que, quando não tem mais utilidade, pode ser descartado nas ruas.

“Passamos meses pesquisando e criando o roteiro em conjunto. Quando iniciamos as gravações, demos início a mais uma etapa de pesquisa junto aos entrevistados. Foi um trabalho árduo, porém muito gratificante,” revela Andréia, que, juntamente com o diretor Ricardo Bruini, assina o roteiro para o filme.

Quando surgiu a idéia de fazer um filme sobre esta amizade tão autêntica?
Andréia Godoy: a idéia do roteiro surgiu após adotarmos dois cães irmãos abandonados com apenas 6 meses de idade, em maio de 2010, no frio e na chuva, em frente à nossa residência. Sem ter onde se abrigar, eles permaneceram juntos embaixo do telhado do portão. No dia seguinte, quando notamos sua presença, decidimos colocá-los para dentro provisoriamente, pois estava muito frio. O provisório ficou definitivo: não resistimos ao seu carinho. A história de Nick e Nikita nos inspirou a escrever o roteiro.
Ricardo Bruini: Por muito tempo, ficamos a nos perguntar: que tipo de pessoa faria uma maldade dessas? Por que abandonar dois cães ainda filhotes no frio e na chuva? Por que as pessoas abandonam seus cães? Foi com o intuito de buscar a resposta para esta pergunta que encontramos a motivação para fazer o filme. Andréia Godoy: quando pensamos no roteiro, queríamos que as pessoas tivessem consciência dos problemas ocasionados por esta prática que tem sido muito adotada ultimamente. É preciso que todos saibam que esse hábito além de ser cruel, traz grandes prejuízos à nossa sociedade.

E quem presencia o abandono deve denunciar para inibir esta prática: abandonar animais é crime!
Ricardo Bruini: sempre fomos apaixonados por animais, especialmente cães. A idéia seria mostrar todos os benefícios que eles nos proporcionam, em contrapartida ao que nós, seres racionais, causamos a eles. Queremos que as pessoas tenham consciência do que é a guarda responsável: quando você pega um cão para criar, ele é responsabilidade sua, e não de outra pessoa.

Podemos dizer que o filme é baseado em fatos reais?
Andréia Godoy: em parte, sim. A cadela do filme chama-se Nikita e é a irmã do Nick que adotamos em maio de 2010. Mas, a estória do filme é um pouco diferente da história real dela. Ela passou apenas um dia na rua, antes de ser adotada. No filme, ela tenta sobreviver nas ruas de uma cidade movimentada.
A Nikita de “Almas Caninas” é a voz de todos os cães que são abandonados. Se eles pudessem falar, o que eles diriam?

Ficção ou documentário?
Ricardo Bruini: “Almas Caninas” tem um roteiro um pouco diferente.
No filme, o espectador é convidado a vivenciar a história da cadela Nikita que foi abandonada e luta para sobreviver nas ruas. A posição da câmera, as cores que os cães enxergam, enfim, procuramos trabalhar nas imagens o ponto de vista da cadela, fazendo com que o espectador se coloque no lugar da personagem.
O filme é um híbrido de documentário com ficção. Ao longo de Almas Caninas, os depoimentos de veterinários, treinadores, psicólogos caninos, ONGs, tutores de cães e especialistas revelam os benefícios que esses gentis animais proporcionam ao ser humano, sem deixar de abordar casos de maus tratos e abandono.

Fator Naturalidade
Ricardo Bruini: Nos depoimentos gravados para “Almas Caninas”, procuramos trabalhar com o fator naturalidade, buscando captar as imagens com a iluminação natural, evitando intervenções na luz, no local, ou até mesmo na roupa dos entrevistados; sempre com o objetivo de gravar a realidade. Na casa de uma pessoa ou no parque não existe luz de três pontos,” ressalta Bruini.
Andréia Godoy: Optamos por não contratar cães treinados para fazer o filme. Procuramos captar a beleza da espontaneidade peculiar deles, o que nos custou várias diárias de gravação.
A interação homem-cão é revelada naturalmente, em cenas que ocorrem no dia-a-dia dos entrevistados e das pessoas que participarem do filme.

Sobre Nick e Nikita
Nick e Nikita são dois irmãos mestiços de Fox Paulistinha muito simpáticos. Eles fazem tudo juntos: dormem na mesma casinha, comem juntos, brincam entre si... São muito carinhosos, porém, bastante territoriais.
A Nikita é de cor bege com manchas brancas no peito. Nick é branco, com algumas manchas de cor bege pelo corpo. Eles são muito ativos e necessitam de exercícios o tempo todo. São muito corajosos e dotados de inteligência.

Curiosidades sobre a produção
Bastante ousado e inovador, “Almas Caninas” será a prova de que, atualmente, é perfeitamente possível produzir um audiovisual de qualidade técnica com custos muito baixos, porém, contando com muito conhecimento técnico e criatividade de uma equipe engajada com a causa abordada no filme. “Assistimos à “grandes produções” onde gasta-se grandes fortunas com filmes com um roteiro péssimo e que não agregam nada a seus espectadores”, comenta o diretor Ricardo Bruini.

Inteiramente gravado em alta definição com câmeras DSLRs e equipamentos de baixo custo, este filme pretende desmentir a idéia de que necessita-se de equipamentos caros e muito dinheiro para se produzir um bom filme. O que importa é o conhecimento e comprometimento de quem está trabalhando por trás das câmeras”, afirma Andréia Godoy.

O Diretor garante que o final do filme é emocionante, e que vai atingir seu objetivo principal: conscientizar sobre a guarda responsável.

Saiba Mais: Engenho da Imagem


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Como Entreter seu Cachorro na sua Ausência

Conheça várias dicas de estímulos e atividades que evitam tédio no cão e suas conseqüências, como compulsão (lamber a pata até feri-la, por exemplo), ansiedade de separação e destrutividade

Objetivo: manter o cão ocupado
Mente vazia, oficina do diabo, diz o provérbio... Você já pensou que o seu cão, enquanto faz coisas saudáveis e corretas, não incomoda pessoas nem destrói a casa ou se automutila? Ocupá-lo é também muito mais saudável do que simplesmente impedi-lo de fazer o que ele quer.

Como entreter
Todo mundo sabe entreter o cão levando-o para passear, brincando de cabo-de-guerra com ele ou atirando bolinha. Mas poucos sabem como entretê-lo enquanto conversam com alguém, vêem televisão ou dão atenção a uma visita.

A dica é preparar diversão para esses momentos. Vale tudo que entretenha o cão e que nos deixe livres para fazer o que quisermos. Existem algumas técnicas que utilizo para proporcionar esse tipo de entretenimento.

Busca por alimento
Esconda petiscos e estimule o cão a procurá-los. Com o tempo, ele passará a vasculhar cada pedacinho da casa, com a esperança de encontrar algo apetitoso. No início, procure facilitar a localização. Depois, pouco a pouco, torne a busca mais difícil. Crie novos esconderijos e dificulte o acesso cada vez mais. Para não estimular o cão a ir aonde você não deseja, evite colocar os petiscos nesses lugares.

Garrafa pet
Esse é um dos meus instrumentos preferidos, mas pode tornar-se um pouco barulhento, dependendo da estratégia utilizada pelo cão. O procedimento consiste em fazer uns furos laterais numa garrafa pet vazia. Deseja-se que, ao ser utilizada pelo cão, caiam alguns pedaços de petisco ou grânulos de ração previamente colocados. Essa é uma ótima maneira de dar ração em vez de simplesmente servi-la no pratinho de comida. No início, faça buracos maiores na garrafa, já que muitos cães podem desistir nessa fase. Aos poucos, dificulte e exija cada vez mais. Assim poderá proporcionar entretenimento por horas, até o cão conseguir tirar o último pedacinho de alimento de dentro da garrafa.

Roer e destruir
Ossos e brinquedos mastigáveis também são ótimas opções. Muitos cães gostam do desafio de destruir coisas, como arrancar pedaços de um bichinho de pelúcia, desde os olhos e o nariz até a espuma de dentro, despedaçar uma bola ou arrancar nacos de um osso de couro.

Conheço vários cães que adoram tirar o rótulo e a tampinha de garrafas pet! Muitos também apreciam destruir coco verde - a bagunça que fica com os fiapos restantes é fácil de limpar e o seu cão merece um bom passatempo!

Outra dica é embrulhar petiscos em pedaços de cartolina ou de papel e deixar o próprio cão rasgar a embalagem.

Embora destruição seja uma ótima terapia para o cão, preste atenção. Se ele for do tipo que engole tudo, só lhe dê objetos cujos pedaços sejam digeríveis e que não possam machucá-lo ou causar obstrução gástrica.

Criações do próprio cão
É impressionante como os cães criam as próprias atividades. Infelizmente, muitas vezes não estimulamos essas iniciativas ou até mesmo as reprimimos. É comum o cão ansioso descobrir que ter uma bolinha na boca para ficar mastigando o ajuda muito nos momentos de maior ansiedade. Um exemplo é o do cão que, quando percebe que terá interação com o dono, corre e agarra uma bolinha. Para ele, é importante ter sempre uma bolinha à disposição e, no entanto, muitas vezes o dono se livra da bolinha porque se tornou vício. O contato com esse objeto permite ao cão extravasar a ansiedade e conseguir não morder a mão do dono nem destruir algum objeto da casa.

Mais uma atividade de diversos cães é correr de um lado para outro quando estão muito ansiosos, incluindo, às vezes, dar voltas em torno da mesa de jantar. Em vez de reprimir o cão por fazer bagunça, deve-se procurar ajustar a casa para essa atividade. Por exemplo, fixar os tapetes no chão e tirar objetos que possam ser derrubados durante o percurso. Essa é também uma maneira de respeitar o cão. Afinal, ele talvez preferisse, se pudesse, pular em você ou rasgar sua roupa.



Fonte: Revista Cães & Cia, n. 346, março de 2008 Via: caocidadao.com.br
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Entendendo melhor o comportamento felino







Por Camila Carnicelli - Médica veterinária

É comum acharem que gato é um animal independente e solitário, que faz o que bem quer e que não necessita de ninguém, basta que tenha comida a disposição e um local confortável para dormir. No passado realmente eles eram assim, mas com o processo de domesticação hoje os gatos vivem bem em grupos, principalmente em grupos aparentados, mas ainda nesse quesito são muito diferentes dos cães.

O gato doméstico
O gato doméstico é descendente do gato selvagem africano, que é um caçador solitário, que depende de si próprio para se alimentar e sobreviver. O gato selvagem africano precisa cobrir uma área muito extensa da savana para garantir sua comida e deve conseguir boas presas para se manter saudável e ter sucesso na caça. Para isso, os animais desenvolveram um sistema de orientação e comunicação que permite que cada um possa caçar e sobreviver sem conflitos.

É um tipo de comunicação por rastros em que os gatos marcam seus territórios com um cheiro característico que ele e outro gato possam reconhecer. O gato nunca precisou desenvolver nenhuma forma de hierarquia ou sistema social porque não tinham contato entre indivíduos, apenas na época do acasalamento.


A domesticação
Hoje com a domesticação eles aprenderam a conviver em grupos. O contato do gato selvagem africano com o homem ocorreu há 4000 anos. Os gatos foram atraídos porque existiam muitos roedores nos silos que alimentavam o gado. Desde então os gatos mais tolerantes a companhia humana desenvolveram características comportamentais diferentes dos que habitavam as savanas. Com essa aproximação, começou a ocorrer uma concentração de animais em uma pequena área em torno do alimento, e além de conviverem melhor com o homem, aprenderam a conviver melhor uns com os outros.

O hábito dos gatos de se roçarem é uma importante coesão social que liga os animais entre si, acredita-se que esse hábito seja acompanhado da emissão de um cheiro característico. Os gatos se esfregam uns nos outros e isso faz com que glândulas da face e das costas exalem o cheiro. Gatos de determinado grupo soltam um cheiro característico que permite que reconheçam indivíduos do mesmo grupo.

Gatos de outros grupos não soltam o mesmo cheiro e seriam por isso,reconhecidos como ameaças, pois o tamanho do grupo é relacionado à quantidade de comida disponível em determinada área, um intruso representa ameaça para a sobrevivência do grupo residente. O mesmo se aplica a gatos que residem em ambientes domésticos, mas nem sempre gatos que convivem na mesma casa pertencem ao mesmo grupo.

Pessoas que possuem vários gatos devem colocar a comida em diversos locais pela casa, para que todos tenham acesso ao alimento no momento que quiserem, de forma tranqüila, sem estresse ou conflitos. Isso ajudará a manter a harmonia na casa.

Gatos estressados apresentam algumas alterações comportamentais como, por exemplo, urinar ou defecar em locais inadequados, além de roçar demais o pêlo. Certas doenças como a cistite pode ter como causa de base o estresse.


Fonte: bbel.uol.com.br


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Entendendo melhor o comportamento canino




Para muitas pessoas que têm cachorros de estimação, alimentá-los, fazer carinho e levá-los ao veterinário regularmente reúne todos os cuidados que um bom dono pode ter com seu cão. Poucos são aquele que, ao trazerem um companheiro para casa, buscam informações sobre como devem se comportar e agir para que o cão tenha também um comportamento saudável.

Para o médico veterinário Luiz Luccas, o primeiro grande passo nesta direção é entender que os cachorros são diferentes dos homens, ou seja, os donos precisam controlar sua tendência de humanizar os cães e de esperar deles respostas similares àquelas dadas por seres humanos em diversas situações. "Nem tudo que é lógico no comportamento humano, é no animal", afirma Luiz Luccas, que também é presidente da Comissão de Animais de Companhia (COMAC), vinculada ao Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (SINDAN).

Não adianta também tentar educar seu cão usando métodos violentos, como esfregar o focinho do cachorro no xixi quando ele urina fora do lugar. "Na educação dos animais, tanto a recompensa quanto a punição tem de ser dadas quase que imediatamente ao comportamento que você quer estimular ou inibir. Por isso, ao esfregar a cabeça dele na urina, o animal não vai entender o porquê e essa práticapode acabar gerando um comportamento agressivo", explica Luiz.

Outro cuidado importante em relação aos comportamentos agressivos é repreendê-los da forma correta, como ressalta Alexandre Rossi, especialista em bem-estar animal e idealizador da empresa Cão Cidadão. "Eu estou andando na praça com o cachorro e ele quer pegar uma criança ou latir para ela, isso precisa ser inibido e a maioria das pessoas recompensa sem querer, por exemplo, passando a mão na cabeça do cão e dizendo carinhosamente 'calma, é amigo', ou então o pegando no colo", menciona Alexandre.

O especialista em bem-estar animal enumera que educar, demonstrar limites e recompensar os comportamentos bons são os três pilares para tratar os cachorros da melhor maneira possível tanto para eles quanto para a sociedade. Veja na próxima página, como decifrar o significado de alguns comportamentos típicos dos cães.





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