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2a CAMPANHA DE PREVENÇÃO CONTRA O CÂNCER DE MAMA EM CADELAS



A clínica veterinária Onco Cane, realiza a 2ª Campanha de Prevenção Contra o Câncer de Mama em Cadelas, pois em pesquisas recentes os tumores mamários são, entre todos os tipos de tumores, os mais comumente diagnosticados em cadelas como nos seres humanos.Na primeira campanha foram atendidos mais de 130 cadelas onde 10% apresentaram algum tipo de manifestação da doença. A campanha quer atingir a todos os donos de cães e não só pessoas do segmento ou adoradores de cães. Para isso desenvolveu um charmoso vídeo com atuação de cães em uma bate papo de colegas (http://www.youtube.com/watch?v=RLktGlVmqjU&feature=youtu.be) sobre a prevenção.

A campanha não busca só fazer a prevenção da doença nos cadelas mas em divulga-la e alertar os proprietários que esquecem que seu pet também é um mamífero e pode ter as mesmas doenças do que os seres humanos e não sabem como descobrir tal temida doença. No caso do câncer mamário em cadelas o toque é tão fundamental para a prevenção como na mulher.

Em dados gerais em diversas pesquisas feitas fora do risco de desenvolvimento de tumores mamários em cadelas é de 0,5% em animais castradas antes do primeiro cio; 8% quando a esterilização for realizada após o primeiro cio e de 26% quando esse procedimento é feito após o segundo cio. Os animais submetidos à castração após os dois anos e meio de idade não necessariamente podem ser beneficiados pelos efeitos profiláticos da esterilização, isto porque consideramos que o tecido das glândulas mamária nesta espécie estão completamente diferenciadas neste período.





Sendo assim é muito importante alertar os donos de cadelas e até gatos da Grande SP, que segundo o IBGE é onde se concentra a maior população desse tipo de animal no Brasil. A campanha acontece no dia 27/10 no Parque do Ibirapuera, onde os donos das cadelas receberão informações gerais sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do câncer de mama na espécie canina através de médicos veterinários e alunos dos cursos de medicina veterinária.

Os proprietários de cadelas jovens (até 1 ano de idade) serão informados e conscientizados sobre os benefícios da castração precoce como método de prevenção da doença. Proprietários de cadelas acima de 1 ano de idade e,principalmente as não castradas, caso tenham interesse, serão encaminhados para exame de palpação das mamas, realizado por médico veterinário.

O proprietário também poderão receber o treinamento de como a palpar toda a extensão de ambas as cadeias mamárias com especial atenção à consistência normal do parênquima mamário, à aparência da pele que recobre as mamas, à topografia e o formato dos mamilos.

Caso sejam detectadas quaisquer alterações como: nódulos, presença de secreção láctea ou hemática proveniente dos mamilos; fibrose ou aderênciada mama à musculatura subjacente ao à pele ou ainda ferimento da pele que recobre as mamas, o proprietário será orientado a procurar um serviço veterinário para diagnóstico e tratamento adequado.



Serviço:

2a CAMPANHA DE PREVENÇÃO CONTRA O CÂNCER DE MAMA EM CADELAS

Quando: 27/10/13 – domingo

Horário: 08h às 18h

Onde: Parque do Ibirapuera – Arena (em frente a ponte de ferro)

Site: www.oncocane.com

Vídeo da campanha: http://www.youtube.com/watch?v=RLktGlVmqjU&feature=youtu.be

Algumas fotos da 1º campanha: http://sdrv.ms/16GQmZO













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Os animais, nossos caros amigos


Um novo conceito de atuação política e pessoal se espalha pelo mundo: o Direito dos Animais. Se o homem quer ser respeitado, precisa aprender a tratar os animais com dignidade.


Há mais de 10 000 anos, o ser humano já era o que é hoje: um animal. Um animal diferenciado, mas um animal. Um predador com armas poderosas, capaz de criar e destruir como nenhum outro habitante do planeta. Aí o homem aprendeu que podia domesticar outros animais para seu próprio benefício e companhia. E estabeleceu uma relação de dominação, mas com respeito. Civilizações avançadas - a egípcia, por exemplo - adoravam animais como representantes dos deuses na Terra!

Porém, na medida em que evoluiu, a civilização humana passou a tratar mal os outros animais. Muito mal. O pensador René Descartes, no célebre ensaio Discurso do Método (1637), declarou que os animais eram como máquinas, mecanismos sem alma nem dor. Já viramos o século 21 e essa lei absurda continua vigorando. Animais, em geral, ainda são considerados seres "inferiores", "irracionais", que devem existir apenas para nosso desfrute.

Espaço Vital

O homem está ocupando terras que não lhe pertencem. Sem limites para se reproduzir, os humanos criam infernos urbanos devorando ecossistemas, vazando óleo, queimando florestas, caçando e pescando como se animais surgissem do nada e não tivessem fim. Um caso altamente simbólico ocorre com os gorilas-da-montanha, que até já viraram astros de um filme com Sigourney Weaver. Cercados de massas de miseráveis, caçadores clandestinos e exércitos terroristas, os últimos 400 exemplares dessa sofisticada espécie tentam hoje sobreviver num único parque da África central. A questão: os seres humanos têm de ocupar TODOS os espaços do planeta? Não podem deixar uma única montanha para os gorilas?


Exploração Econômica

Existe um limite entre transformar um animal em fonte de renda e tratá-lo como uma simples mercadoria. Os mais chocantes exemplos ocorrem no extremo Oriente. Em restaurantes do Japão, da China, da Coréia e de Taiwan, cães são lentamente torturados até a morte para que consumidores possam saborear suas carnes regadas a doses brutais de adrenalina. Em fazendas chinesas, ursos passam a totalidade de suas vidas - 40 anos de dor - deitados entre as grades de gaiolas apertadíssimas, com um tubo enfiado no fígado para a "coleta de bílis" - que os orientais consideram "medicinal". Tigres estão sendo exterminados para que seus pênis sejam transformados em "chá afrodisíaco". São exemplos dramáticos, mas que ilustram a que ponto os seres humanos levam essa idéia absurda de que são senhores absolutos da natureza. Os mares e oceanos estão sendo esquadrinhados por redes gigantescas, com quilômetros de extensão, que matam tudo o que encontram pela frente.

Nas fazendas, os humanos tiraram os animais da pecuária e os transformaram em objetos industriais. O pensamento de Descartes continua reinando em criadouros onde galinhas não podem dormir nem se mexer, apenas engordar até o abate em plena juventude. Bezerros são tirados das mães, trancados em cubículos de cimento e obrigados a passar seus poucos meses de existência no escuro, tendo leite em pó como única fonte de alimentação. Essa existência imóvel e sem sol termina com um choque na cabeça. O bezerro vira baby beef, artigo de luxo em açougues e churrascarias.

Como todos já sabem, a doença da vaca louca surgiu quando criadores europeus alimentaram seus bovinos com carcaças de animais, obrigando bois e vacas a romper com milênios de evolução para se tornarem canibais. É a conseqüência da busca de máxima rentabilidade sem o mínimo de ética.


Respeito

Michelangelo já dizia, em pleno século 16, que, enquanto os homens não aprendessem a respeitar os animais, não saberiam respeitar a si próprios. Neste início de século 21, um novo conceito de atuação política e pessoal se espalha pelo mundo: o Direito dos Animais. Ele se baseia no fato de que, se o homem quer ter seus direitos respeitados, deve ser coerente e tratar animais com dignidade e civilidade. Ou não poderemos nos chamar de civilizados.

Um número crescente de pessoas luta para que animais deixem de ser futilmente torturados em laboratórios e que touros não sejam sangrados até a morte em espetáculos públicos. Leões, elefantes e tigres vivem em horríveis condições nos circos de periferia, porém não elegem deputados e senadores. Galos são obrigados a se esfolar vivos nas rinhas, mas não conseguem se comunicar com chefes de reportagem e delegados de polícia. É preciso que alguns humanos façam isso por eles.

Uma grande campanha pública, que aconteceu entre 1986 e 1987, determinou que o Brasil não mais permitiria a caça à baleia em suas águas territoriais. É um exemplo de que dá para fazer alguma coisa. Na surdina, foi uma das campanhas políticas espontâneas mais bem-sucedidas das últimas décadas.


Extinção

Os homens não "inventaram" os animais. Não têm, portanto, o direito de acabar com sua existência. "Pelo ano 2020, 20% ou mais das plantas e animais da Terra estarão ameaçados", avisa o doutor Gerard Bertrand, da Audubon Society. "É a maior extinção a curto prazo desde os dinossauros."

Um inseto amazônico está lá por um motivo. Faz parte de um sistema que funciona há milhões de anos - uma fábrica de vida. Ao exterminar esse simples inseto, os humanos estão quebrando uma grande, complexa e frágil rede de seres interdependentes. Um inseto extinto não tem apenas importância na ordem natural das coisas. Ele pode ser a base de um remédio para a cura de alguma grave doença humana.

Cientistas estão começando a estudar a sério os hábitos dos grandes primatas africanos: para cada doença, os macacos procuram uma planta específica. Chegou a hora de aprender medicina com gorilas e orangotangos, que, portanto, precisam de seus "laboratórios" - seus hábitats - intactos e protegidos, para que possam revelar seus segredos à ciência humana.

Enfim, queimar e destruir a fábrica da vida não parece ser a melhor prova da nossa suposta racionalidade.

Dagomir Marquezi, que já em 1986 assinava uma coluna sobre ecologia num dos maiores jornais do Brasil, defendeu com unhas e dentes o fim da caça às baleias no país. No ano passado, como repórter de estimação da revista Playboy, passou um fim de semana numa jaula do zoológico de Sorocaba, interior de São Paulo. É um profissional raríssimo, em vias de extinção.

Daqui pra frente...

CENÁRIO NEGATIVO
Calcula-se que 17 500 espécies animais e vegetais desapareçam do planeta a cada ano, a maioria ainda desconhecida pelo homem. Com a destruição dos hábitats, especialmente nos trópicos, esse número crescerá, comprometendo processos naturais como a polinização e a reposição de nutrientes no solo.

CENÁRIO POSITIVO
Com a preservação dos ecossistemas e o sucesso de programas de repovoamento de espécies sob risco de extinção, os cientistas terão tempo para pesquisar melhor a diversidade biológica do planeta. Surgirão soluções surpreendentes para as doenças e outros desafios da humanidade.



Fonte: SuperInteressante



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Gatos que urinam fora da caixa sanitária


Uma das causas mais comuns dos gatos que param de usar a caixa,é o stress,este pode ser causado por:

- Chegada ou desaparecimento de outro animal na casa;

- Visitas, festas, obras e qualquer outro tipo de incomodo;

- Mudança de residência;

- Mudança na rotina do dono e do animal;

- Quando retornam de hospitalização ou hotéis;

- Problemas com relacionamento com outros gatos ou cães da casa.

OUTROS FATORES QUE PODEM INFLUENCIAR :


-Causas médicas

- Marcação de Território

-Problemas com a Caixa de Areia propriamente dita


Causas Médicas

- Inflamações na bexiga urinária = SUF;

- Infecções bacterianas;

- Cálculos urinários;

- Tumores na bexiga.

- Diabetes;

- Deficiência renal;

- Deficiência hepática;

- Piometra (infecção uterina grave);

- Problemas de glândula adrenal, outras.

Marcação de Território:

- Fêmeas no cio;

- Machos não castrados;

- Machos castrados expostos a fêmea no cio;

- Muitos gatos num mesmo local;




Problemas com a Caixa de Areia propriamente dita: 


- Muitos gatos usando a mesma caixa;

- Falta de limpeza da caixa de forma mais freqüente;

- Acesso difícil à caixa;

- Mudanças no tipo de material usado na caixa;

- Mudança no local da caixa;

- Objetos novos, estranhos ou barulhentos próximos à caixa e que possam causar medo no gato, como máquinas de lavar; comida e bebida muito próximos da caixa;

- Cheiro forte de desinfetante usado na limpeza da caixa;

- O gato pode não gostar do material usado na caixa ou simplesmente não gostar do local onde ela está.

O que fazer: 

Primeiro é preciso levar o animal ao veterinário para que seja examinado e tratado, no caso de estar doente.

Se o animal está saudável, então estamos frente a um problema comportamental, mas lembre-se, problemas de comportamento só podem ser corrigidos num gato saudável. 

- A marcação de território é resolvida com a castração; 

- Os problemas com a caixa de areia também podem ser resolvidos: 

*colocando uma caixa para cada gato; 

*limpeza mais freqüente; 

*deixar que a caixa tenha um acesso fácil, onde não haja barulho ou perturbação; 

*Se não houve mudança de material, experimente mudar, gatos gostam de areia; 

*não deixe comida e água próximo da caixa; 

*se o gato urina sempre no mesmo lugar (errado) coloque ali a caixa de areia e vá gradualmente andando com ela, um pouquinho a cada dia, até chegar no local de origem dela; 

*Se ele urina em vários locais, coloque pratinhos com comida nesses pontos, isso irá desencorajá-lo. 

- O stress deve ser eliminado, se possível. Tente arrumar para cada gato seu próprio espaço, eles sempre têm o seu local favorito e tranqüilo, coloque a caixa de areia, próximo desses locais. Quando o stress estiver controlado, retorne aos poucos a caixa ao seu local de origem.



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CONHEÇA O PROJETO VIDA-LATA - Dois animais em cada lar!



Uma campanha que merece ser divulgada, conheça e participe!

Estamos divulgando uma campanha de adoção de animais abandonados,
cujo foco é o bem que eles trazem ao Ser humano,
ao conviverem conosco.

Esta campanha solicita apenas que as pessoas divulguem MUITO as
informações GRATUITAS e de UTILIDADE PÚBLICA, constantes no blog.

Em momento algum, é solicitada alguma doação ou patrocínio,
basta ler de ponta a ponta o blog e, gostando da ideia, replicar no
Facebook, Twitter ou republicar em seu veículo de Mídia.

Além do blog, GRATUITO, dispomos de PALESTRAS (consulte valor) e
todo o Projeto conta com orientação Psicopedagógica,
sendo acessível a todos os públicos.

Quem quiser conhecer e abraçar a causa, favor visitar o link abaixo.
Também estão todos convidados a nos adicionar como
contatos em redes sociais, esteja à vontade!

Receba antecipadamente milhares de latidos e miados de gratidão!

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Ciclo de vida da Pulga




A pulga, essa criaturinha minúscula, pode pôr até 2.000 ovos em sua vida!! Esses ovos passam por uma série de transformações que chamamos de ciclo da pulga. É importante saber alguma coisas a respeito das fases da pulga para entender como ocorre a reinfestação.

Em seu ciclo, a pulga assume quatro formas:

Ovo
Apesar de serem depositados na pelagem do hospedeiro (um cachorro), os ovos não aderem nem à pele nem aos pêlos do cachorro. Como são escorregadios, eles caem logo no chão, ficando nas frestas do piso, cerdas dos tapetes e carpetes do ambiente. Portanto, podem ser encontrados em qualquer lugar por onde passe um cachorro infestado por pulgas. Os ovos da pulga adulta se transformam em larvas.
Larva
As larvas de pulgas evitam a luz, se movimentando para baixo. Portanto, ficam bem escondidas num nível mais profundo dos tapetes, frestas e camas dos cachorros, assim como os ovos. Ao eclodirem, elas passam por duas mudas (transformações) e depois se transformam em pupas. A larva madura transforma-se em pupa.
Pupa
Pouco falamos nesta forma, mas ela é muito importante! A pupa é uma forma dentro de um casulo capaz de sobreviver no ambiente por mais de 6 meses. Por ser viscoso, o casulo é rapidamente coberto com resíduos do ambiente que servem para camuflá-lo. A pupa também se esconde da luz e na maioria das vezes fica tão escondida que por mais que se limpe a casa ou utilize aspirador de pó, é muito difícil acabar com ela.
Pulga Adulta
A pulga adulta é a que vemos geralmente no cachorro. Ela também pode estar na casinha, na cama ou na coberta do cachorro. A pulga põe ovos e se alimenta de sangue, sendo que sua preferência é pelo sangue dos cachorros que é mais quente que o do ser humano. Ao contrário das larvas, as pulgas recém-eclodidas se movem em direção à luz, ou seja, para a parte superior dos pêlos dos tapetes e da cama dos animais e ficam à espera de um hospedeiro, por exemplo, um cachorro. Também podem subir em capas de sofás, pernas de cadeiras, cortinas e outros móveis.

Por que vemos mais pulgas somente numa determinada época do ano?

Condições ideais de temperatura e umidade fazem com que a pupa se transforme em pulga, ou seja, na forma que você vê, que é a pulga adulta. Isso acontece em períodos de calor e umidade! É por isso que notamos a presença de pulgas muito mais no verão! Mas essa á a infestação da forma visível, ou seja, da pulga adulta. Nos outros períodos do ano também ocorre infestação com as outras formas, ou seja, a pupa, a larva e os ovos.

As pulgas podem subir nas pessoas?
Sim. Isso acontece quando o animal / ambiente está muito infestado ou quando o cachorro sai de casa por um período de tempo. Nesse caso, a pulga, precisando alimentar-se e não tendo a presença do animal, acaba subindo nas pessoas.



Pulga Adulta
Somente 5% do problema são as pulgas adultas que estão no cachorro e que são visíveis. Elas conseguem pôr de 20 a 50 ovos por dia.
Ovo
50% do problema são os ovos que são depositados pelas pulgas adultas no cachorro. Eles logo caem no ambiente e eclodem dentro de 1 a 6 dias, formando as larvas.
Larva
35% do problema são as larvas que possuem fototropismo negativo e geotropismo positivo, buscando assim lugares profundos e escuros para se protegerem da luz e ressecação. As larvas se transformam em pupas dentro de 7 a 15 dias.
Pupa
10% do problema são as pupas que se assemelham ao casulo do bicho-da-seda. Como as pupas são pegajosas, partículas do ambiente grudam nelas, o que as torna praticamente impermeáveis e as protegem dos produtos de limpeza e de dedetizações. Além disso, elas podem permanecer no ambiente por até 6 meses, antes de se transformarem em pulgas jovens novamente, o que dificulta bastante seu controle ambiental.      
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Animais têm consciência: trate-os como iguais



Em julho de 2012, um grupo de cientistas reunidos na Universidade de Cambridge proclamou que humanos não são os únicos seres conscientes. "Animais não-humanos como mamíferos e aves, e vários outros, incluindo o polvo, também possuem as faculdades neurológicas que geram consciência", declarou o grupo, na chamada Declaração de Cambridge. 

Minha primeira reação foi de total incredulidade. Nós realmente precisávamos de um anúncio para definir algo tão óbvio?

Todo mundo sabe que os animais têm consciência. Eles percebem e entendem seu entorno. E muitos, entre eles golfinhos, elefantes e alguns pássaros, são inclusive auto-conscientes. Eles possuem um certo senso de si. Ok, pode ser que um cachorro não saiba quem é do mesmo jeito que eu e você sabemos quem somos. 

Mas o ponto é: mesmo que não saibam quem são, eles têm consciência de sua própria dor. Foi o que aconteceu comigo quando tive um acidente de bicicleta: bati a cabeça e tive amnésia. Quando o médico me perguntou como me sentia, eu disse: "Estou sentindo muita dor". E quando ele perguntou quem eu era, respondi: "Não lembro meu nome." Da mesma forma, é errado fazer um animal sofrer só porque ele pode não saber quem é.

Os pesquisadores descobriram mais do que isso. Sabemos, por exemplo, que ratos e galinhas sentem empatia. Eles conseguem se colocar no lugar dos bichos ao redor e sentem pena ao vê-los sofrer. Elefantes vivenciam alegria, luto e depressão. Lamentam a perda dos amigos, assim como os cães, chimpanzés e raposas vermelhas. Os polvos foram protegidos de pesquisas invasivas no Reino Unido bem antes dos chimpanzés, pois os cientistas já haviam reconhecido que eles são conscientes e sentem dor. 

Hoje muita gente ainda não quer admitir esses fatos científicos, pois terão de mudar a forma como tratam os animais. Na verdade, temos de tratar todos os animais da mesma forma, com compaixão e empatia - sejam eles os "animais humanos" como nós, sejam todas as outras espécies.

Não estou falando apenas dos abatedouros - embora seja óbvio que, se houvessem mais vegetarianos no mundo, menos animais sofreriam. Estima-se que 25 milhões de ratos, pássaros, peixes e outros animais sejam usados todo ano em experimentos de laboratório. Muitos passam por um sofrimento terrível durante os testes e a maioria sofre "eutanásia" - são mortos - depois. 

As pessoas justificam atitudes assim dizendo que vão ajudar os humanos. No entanto, mais de 90% das drogas que funcionam em animais não têm o mesmo efeito em nós. Menos de 10% delas nos ajudam de fato. Além disso, já existem formas de pesquisa que não maltratam os animais. Em lugar de gotejar xampu nos olhos de coelhos imobilizados, por exemplo, podemos usar modelos de computador para simular a ação do produto sem dano algum. 

Portanto, não se trata apenas de um desperdício de animais; é um desperdício de tempo e dinheiro que poderiam ser investidos em outras alternativas.

Por isso, concluí que devemos aplaudir a Declaração de Cambridge. Ela não traz nada de novo, mas mostra que cientistas famosos finalmente admitem que animais têm consciência. A declaração é mais uma prova de que devemos tratar os animais com todo o respeito. E reconhecer que eles não querem sentir dor, do mesmo jeito que nós não queremos. Seria perigoso fazer esse tipo de distinção. 

Todos os animais devem ser tratados como indivíduos. Ainda vai levar tempo para que isso aconteça. Mas a boa notícia é que cada vez mais pessoas aderem a essa ideia.

* Marc Bekoff é professor de ecologia e biologia evolutiva na Universidade do Colorado, EUA. É autor de O Manifesto dos Animais, entre outros livros. Em depoimento a Eduardo Szklarz.





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RAÇA PIT BULL - VAMOS ACABAR COM O PRECONCEITO?




Pit Bull é um termo genérico que se refere a um conjunto de raças de cães, incluindo (mas não se limitando) ao American Pit Bull Terrier, o American Staffordshire Terrier e o Staffordshire Bull Terrier, e os cruzamentos entre essas raças. Costuma-se usar o termo Pit Bull para designar a raça American Pit Bull Terrier, não confundindo com a raça English Bull Terrier . Onde todos os cães, que se enquadram nesse termo, são extremamente dóceis com humanos, retirando o paradigma de agressividade. Apenas podem ser intolerantes com outros cães, devido ao seu passado de Bull-bating. Segundo adestradores renomados, quem determina o comportamento do cão é a criação.

Na Inglaterra sua criação é autorizada apenas pela justiça. Nos Estados Unidos, baniram a criação em alguns estados com muitos outros empregando pesadas restrições na posse do animal. No Brasil, o estado do Rio de Janeiro proibiu a criação e a presença do animal na rua antes das 23 horas. E tramita no Congresso Nacional projeto que regulamenta o assunto em nível nacional. A cada fatalidade reportada na mídia, inflama o debate na sociedade por leis mais rígidas e punição aos donos.



Origem da Raça                                                              

A origem da raça remonta ao século XIX. Em 1835, o parlamento inglês proibiu o esporte chamado bull baiting, um jogo sádico em que Bulldogs eram usados para atacar touros trazidos à arena (com a discutível intenção de amaciar-lhes a carne). O cão atacava o touro, evitando coices e chifradas, agarrava o seu nariz ou orelha, e segurava-se até que o touro caísse. Os súditos e a realeza da época procuravam diversão, procurando distrairem-se da violência e das doenças de seu tempo comparecendo a esses espetáculos sangrentos. Contudo, a opinião pública forçou o governo a tomar uma medida.

Uma vez que o bull baiting foi banido, os criadores que apreciavam a rudeza, coragem e tenacidade dos buldogues voltaram sua atenção para a criação de cães para a briga (ou rinha). Começaram com o bulldog, misturaram algum sangue de terrier, e produziram os Half and Half, Pit Dogs ou Bull and Terriers, cães de pequeno porte e extrema força e dotados de maior agilidade que os bulldogues de elevada força física, um cão que cumpria todas as suas expectativas. Os Bull and Terriers foram criados para agredir outros cães, matar ratos (pragas comuns na época), mostrando bravura, alta tolerância à dor, vontade de lutar até o fim, e afeição ao seu criador. Com o tempo passaram a se diferenciar em raças, tais como o Staffordshire Bull Terrier, o Bull Terrier, o Irish Staffordshire Bull Terrier e o Pit Bull (que não tinha um padrão para estética, mas sim em termos de temperamento).

Posteriormente, esses cães migraram para os Estados Unidos como cães de quintal, guarda de fazendas, boiadeiros, cães de luta e caça pesada. Os cães do tipo físico "bull and terrier" ou "half and half" foram reconhecidos pelo UKC em 1898

As características essenciais do American Pit Bull Terrier (APBT), segundo o Padrão Oficial da Raça, são a resistência e auto-confiança. A raça gosta de agradar e é cheia de entusiasmo. O APBT é um excelente cão de companhia e é notável o seu amor por crianças. Pode ter o focinho reto ou curvo, predominando o primeiro.

Pelo fato de a maioria dos APBTs apresentarem certo nível de agressividade contra outros cães, bem como pelo fato de o seu físico ser poderoso, a raça necessita de proprietários que os sociabilizem cuidadosamente e que treinem para obediência os seus cães. São cães com um alto nível de energia, não devendo assim ficarem presos num espaço pequeno, muito menos em correntes.

A agilidade da raça torna-a num dos mais capazes caninos, portanto um muro alto é necessário para a raça. O APBT não é a melhor escolha para os que procuram cães de guarda por ser extremamente amigável mesmo com desconhecidos. Comportamento agressivo para com o ser humano não é característico da raça, portanto isso é extremamente indesejável. A raça sai-se muito bem em eventos e exposições pelo seu alto grau de inteligência e pela sua vontade de trabalhar.

O APBT movimenta-se com uma atitude confiante e vivaz, oferecendo a impressão de que espera a qualquer minuto ver algo novo e excitante. Quando trota, a sua movimentação não demonstra esforço, é suave, poderoso e bem coordenado, mostrando bom alcance dos dianteiros e boa propulsão dos posteriores. Em movimentação, o dorso permanece nivelado, apresentando apenas uma leve flexão que indica elasticidade. Visto de qualquer lado, as pernas não se viram nem para dentro nem para fora e os pés não se cruzam nem interferem entre si. Conforme aumenta a velocidade os pés tendem a convergir em direção ao centro da linha de balanço.

Quanto à trufa (focinho) dos cães, há três colorações: Red Nose (a mais popular), Black Nose (tradicionais), Blue Nose (raro) e os Blue Fawn (raro). Na pelagem todas as cores são aceitas. Nos olhos inclusive a cor verde é aceita, no entanto, verde âmbar e azul vitrificado são completamente abominados. Cães com um olho de cada cor são considerados fora de padrão.

A musculatura do Pit Bull deverá ser trabalhada com exercícios mas nunca com anabolizantes.


O American Pit Bull e seus parentes tinham uma reputação de cães leais e confiáveis durante as primeiras décadas do século passado. Nos últimos anos, contudo, essa imagem mudou. Seus membros têm sido considerados como extremamente violentos, sendo assim banidos em alguns países. A raça é uma das quatro mencionadas especificamente na Lei de Cães Perigosos de 1991, no Reino Unido. As outras três raças mencionadas são o Fila brasileiro, o Tosa japonês e o Dogo argentino.

Assim como há criminosos criando Pit Bulls para brigas e para amedrontar pedestres nas ruas, há também criadores sérios e éticos de APBT. Para piorar as coisas, os maus criadores muitas vezes deixam de treinar seus cães para não agredirem humanos, como os criadores do início do século passado faziam. Pelo contrário, treinam os cães para serem o mais violentos possíveis. O resultado é o preconceito indiscriminado, que faz autoridades banirem Pit Bulls das comunidades, e companhias de seguros cancelarem seguros se a casa tiver um Pit Bull.

Na verdade, o Pit Bull é um cão inteligente, e na grande maioria de seus exemplares são obedientes e doceis; são cães saudáveis que reclamam pouco e oferecem muito aos seus donos. Há até mesmo casos de cães que servem de guias para cegos e já são usados como cães de terapia em hospitais e clínicas para ajudarem crianças deficientes.

Assim como outros cães, Pit Bulls podem ser defensivos com relação ao seu território, mas, de modo geral, cães de luta não são territoriais. Como em todas as outras raças, alguns de seus membros mostram uma desconfiança com relação a outros animais, e uma propensão a atacar animais que se aventurem a cruzar seu caminho, no caso do Pit Bull, essa agressividade é tida como normal, visto ser um cão criado para rinhas. Como já dito, devem ser sociabilizados desde filhotes com todos os tipos de pessoas, desde crianças a idosos, pois como todo cão, podem estranhar uma criança se nunca tiverem visto uma.

Pit Bulls são bons animais de estimação, mas devem ser tratados com cuidado e respeito por quem decidir criá-los. Seu treino é essencial, e quando em público, sempre devem usar guia curta, focinheira, enforcador ou coleira resistente, sendo conduzidos por pessoas com força física suficiente para conter o animal no caso de euforia. Não são recomendados para quem nunca teve cães.



Segundo resultados da American Temperament Test Society (ATTS), instituição que estuda e avalia o temperamento e comportamento de milhares de cães de diversas raças, diante de situações variadas, pessoas diferentes, o seu equilíbrio, capacidade de avaliação e reação, instinto de proteção e agressividade, o American Pit Bull Terrier teve um dos maiores índices de aprovação, estando dentre os mais dóceis e menos propensos a atacarem uma pessoa, ficando inclusive a frente de Collies, Cockers, Pastores Alemães, Golden Retrievers, e Dálmatas.



Características

O Pit Bull é considerado por muitos o melhor cão de combate, capaz de vencer oponentes duas ou até três vezes maiores. Sobressai-se pela coragem, vigor, robustez, agilidade, incansável persistência, grande resistência física, tolerância à dor

Qualquer uma das raças, dentro do termo Pit Bull (American Bully, American Staffordshire Terrier, Staffordshire Terrier e American Pit Bull Terrier) tendo-se como uma das qualidades necessárias fundamentais, a completa falta de agressividade contra seres humanos.

São cães que se apresentam dóceis com as pessoas com as quais que têm contatos diários, todavia, são constantes os relatos mostrando Pit Bulls que chegam a atacar seus donos com violência. Quando próximos de pessoas com as quais não têm costume,são extremamente perigosos, pois seus ataques podem causar lesões graves. É bastante recomendável que por ocasião de passeios públicos estejam sempre com focinheiras que inviabilizam ataques a pessoas e outros animais. 



Saúde

Essa raça é atlética e precisa de exercício diário. Apesar do Staffordshire poder viver fora de casa em um clima moderado, ele pode ser afetado pelo frio, e mais importante, ele precisa de atenção humana. Cuidado com a pelagem é o mínimo. Expectativa de vida: 12 a 14 anos.



E agora, vamos acabar com o preconceito?








Fonte: Wikipédia







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Cães e Gatos na Mesma Casa: É Possível?



Durante anos, quando se falava em ter cães e gatos na mesma casa numa convivência pacífica, as pessoas achavam que tal acontecimento era impossível de suceder, devido ao instinto caçador, necessidade de marcação de território e estilos de vida opostos de ambos os animais. Mas será mesmo impossível manter cães e gatos em harmonia? Será que não podem existir animais que, apesar de espécies diferentes, se possam dar bem, sem se darem como “cão e gato”?

Claro que pode, os nossos melhores amigos também podem ser os melhores amigos uns dos outros. É claro que para que isto aconteça, o primeiro contacto entre os nossos felpudos terá de obedecer a alguns cuidados, para que a primeira impressão um do outro não seja negativa.

Vamos deixar aqui algumas dicas, que poderá utilizar para que os nossos amigos de quatro patas se possam dar bem e poder assim ter cães e gatos em harmonia na sua casa.

1. Tenha paciência (muita…)

O processo de adaptação dos nossos meninos é algo muito importante. Nos primeiros tempos terá de ter algum cuidado para que estes não se ataquem um ao outro, nem se revoltem. Vigie sempre o cão e o gato quando estiverem juntos, de modo a evitar que algo de mal aconteça, quer entre os animais quer na harmonia de sua casa.

2. O espaço

Quando se quer ter vários amiguinhos, convém ter espaço suficiente para que estes possam brincar. Quanto maior o espaço deles, maior será a probabilidade dos novos amigos se sentirem à vontade e andarem a brincar um com o outro. Caso o espaço que disponibiliza para eles seja demasiado pequeno, estes poderão sentir ciúmes e terão a sensação que o outro está a invadir o seu espaço, originando brigas entre eles. É igualmente importante haverem espaços isolados, para que os animais se possam refugiar um do outro, evitando novas brigas.

Não se esqueça que existem animais com “mau feitio” que dispensam companhia, ou mais tímidos que prefiram estar sossegados no seu canto e claro mais ciumentos, que não gostem de partilhar a atenção e o afecto dos donos. O espaço de cada animal deve ser respeitado para que tudo corra bem.

3. A atenção

Não só numa primeira etapa, mas sim em todo o tempo que tenha os seus peludos, terá de dividir a atenção entre eles. Tente dividir a atenção entre os dois, não dê demasiada atenção a um e deixe o outro de lado, pois dessa forma fará com que sintam ciúmes um do outro e a convivência entre eles será problemática.

4. A idade ideal

Poderá juntar cães com gatos em qualquer idade, mas quanto mais tarde os juntar, mais difícil será a adaptação deles um ao outro. A idade ideal para os juntar será até aos seis meses do gatinho e o ano do cachorrinho. Os nossos amigos de quatro patas têm linguagens diferentes, daí a ser complicado a adaptação deles um ao outro; na fase da infância é mais fácil a aprendizagem e a adaptação desta, de modo a que os novos amigos se possam dar bem.

5. Deixe que se conheçam

Numa primeira fase, o cão e o gato vão sentir necessidade de se conhecer, de se cheirar e de brincar. Deixe também que dividam espaços, que dividam a cama, mas nunca os deixe sem vigilância, pelo menos nas primeiras semanas. O primeiro impacto dos nossos amigos deverá acontecer sob muita vigilância e precaução. Ambos deverão estar controlados com mão humana, evitando assim que se ataquem mutuamente, bem como estar a uma determinada distância. Deverá aos poucos ir aproximando-os, deixando que se cheirem, e que se conheçam, mas sempre com cuidado. Durante esta fase eles poderão ter atitudes mais violentas, pelo que já deverá estar preparado caso isso aconteça.

6. O cão

Quando o seu cachorro já estava na casa e só mais tarde entrou o gatinho, deverá ter ensinado previamente ao amiguinho mais velho todas aquelas vozes autoritárias: “senta”, “quieto”, “deita”,etc. , para que quando o elemento mais novo da família chegue seja mais fácil “domar” o cachorro. Essas palavras de controlo sobre o cão servirão para o caso deste tentar atacar o gato. Deixe também o cãozinho preso enquanto o felino conhece toda a casa, para que este se habitue a casa e o cão se habitue a presença de outro filhote na casa.

7. O gato

Quando o seu bichaninho é o mais velho na casa, terá de lhe dar o seu espaço na mesma, nos primeiros tempos deixe o comer do gato num local onde o cão não o verá a alimentar-se, pois assim este sentir-se-á seguro e que a sua propriedade não foi invadida por nenhum outro animal. Só quando o seu bichano se sentir confortável com o outro animal é que o poderá colocar junto deste no que toca a alimentação.

A chegada de novos animais a nossa casa é sempre um momento de alegria e satisfação, mas também de stress para que estes se dêem bem, por isso as dicas que deixamos acima podem ajudar a que esse stress seja diminuído. Com algumas precauções tudo será bem mais fácil e terá o seu cachorro e o seu bichaninho a darem-se lindamente.





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TORÇÃO GÁSTRICA, O QUE É ISSO?


Você que tem cão de médio a grande porte, 
saiba o que é TORÇÃO GÁSTRICA,
e aprenda a identificar esse problema. 


O QUE È A DILATAÇÃO E TORÇÃO GÁSTRICA (GVD)?
A GVD é uma patologia em que o estômago se encontra dilatado com gás e, adicionalmente, pode ocorrer uma torção sob o seu eixo maior, resultando numa fermentação e aprisionamento de gás e ingestão no estômago.



O QUE PODE PROVOCAR ESSA PATOLOGIA?
A causa definitiva ainda está por esclarecer. Provavelmente esta patologia resulta de uma interação de vários fatores de risco: exercício vigoroso após ingestão de grandes quantidades de água ou após refeições; ingestão de dietas muito fermentáveis como feijão, grão, etc., associadas a uma única refeição diária, cadelas pós-parto com aumento das necessidades calóricas, stress e aumento da aerofagia (ingestão de ar). Animais que apresentem congenitamente um aumento da laxitude dos ligamentos hepatoduodenais e hepatogástricos são mais predispostos a sofrerem de dilatação e torção gástrica. Defeitos na eructação e uma diminuição do esvaziamento gástrico contribuem também para o aparecimento de GVD.

TRATA-SE DE UMA SITUIAÇÃO DE EMERGÊNCIA MÉDICA?
Sim, provavelmente é uma das patologias não traumáticas que resultam em morte, sem a ajuda imediata do médico veterinário.

 

EXISTEM RAÇAS MAIS SUSCEPTÍVEIS ?
Estatisticamente sabe-se que raças de grande porte com peito profundo como os Doberman Pinscher, Dogue Alemão, Setter, Pastor Alemão, São Bernardo, Serras da Estrela, Fila Brasileiro entre outras, são mais predispostas para ocorrer dilatação com torção gástricas.
No entanto ocasionalmente, pode ocorrer em raças pequenas como os Bulldogs Ingleses, Terriers, Basset Hound, Teckels, Caniches e Pequinois apenas dilatação do estômago.
Não existe predisposição sexual, podendo afetar animais entre os 2 meses e 15 anos. Normalmente esta condição ocorre 2 a 3 horas após a ingestão de uma refeição.

FATORES RELEVANTES:
- Esta patologia ocorre primariamente em cães de raças grandes e peito profundo.
- A dilatação gástrica sem torção pode ocorrer ocasionalmente em raças pequenas.
- O estômago distendido confere uma aparência dilatada no flanco esquerdo do animal.
- A percussão digital do estômago por de trás da última costela produz um som timpânico característico.
- O estômago dilatado faz compressão sobre o diafragma começando a ocorrer dificuldades respiratórias.
- Os animais tentam vomitar mas não o conseguem pois a passagem do cárdia para o esôfago encontra-se obstruída pela torção. Pode existir hipersiália (formação excessiva de saliva).
- A torção do estômago faz com que a circulação entre os vasos sanguíneos gástricos e esplênicos fique comprometida, resultando num choque profundo.
- Finalmente o animal colapsa, deitando-se lateralmente, podendo observar-se o enorme volume distendendo o abdômen.

É POSSÍVEL DISTINGUIR ENTRE UMA DILATAÇÃO GÁSTRICA E
UMA DILATAÇÃO COM TORÇÃO?

Através da realização de um raio-X abdominal, o veterinário conseguirá distinguir as duas situações.


PORQUE É QUE O CÃO ENTRA EM CHOQUE?
O gás acumulado no estômago comprime as veias abdominais que transportam o sangue de volta para o coração. A privação de sangue para os tecidos tem como conseqüência uma diminuição do aporte de oxigênio, fazendo com que o animal entre em choque. Adicionalmente, a pressão exercida pelo gás nas paredes gástricas provoca uma inadequada circulação sanguínea tendo como conseqüência a morte e ruptura da parede gástrica. A entrada de toxinas para a circulação e sua posterior absorção agrava ainda mais o quadro de choque.

O QUE PODE SER FEITO ?
A assistência por parte do médico veterinário deve ser imediata. É necessário que a pressão nas paredes do estômago e órgãos internos seja diminuída através da passagem de um tubo pelo estômago. Esta pressão também pode ser aliviada utilizando um cateter perfurando o estômago
É imperativo que se inicie o tratamento para reverter o choque com grandes quantidades de fluidos intravenosos. Uma vez que o paciente se encontre estabilizado, o estômago deverá ser recolocado na posição anatômica correta. Para tal o animal tem de ser submetido a cirurgia abdominal sem demoras.

EM QUE CONSISTE A CIRURGIA?
Após a recolocação do estômago na sua posição fisiológica, tem de se prevenir que haja recorrências, para tal é utilizado uma técnica cirúrgica – gastropexia. Este procedimento consiste em suturar uma porção do estômago à parede abdominal para que este não volte a rodar sobre si mesmo. Se existirem áreas de necrose (morte) da parede do estômago deverão ser removidas.



PODEMOS PREVINIR A GVD?
A gastropexia preventiva em animais predispostos é o método mais eficaz para evitar a ocorrência, podendo ser recomendado como profilaxia em animais valiosos. Na maior parte dos casos esta cirurgia não previne a dilatação mas sim a impossibilidade de torcer.
O maneio dietético passa por:
- administrar duas refeições fracionadas diárias 
- restrição de exercício antes e após a ingestão de água e/ou comida 
- ter especial atenção às necessidades dietéticas pós-parto e minimizar as situações de stress. 

Estas são algumas das situações em que os proprietários poderão intervir para minimizar os fatores de risco, no entanto não hesitem em contatar para mais algum esclarecimento relativamente a esta patologia que tanto afeta os nossos animais de companhia.

Existem no mercado algumas vasilhas especiais para animais gulosos,elas evitam que o animal ingira o alimento rapidamente engolindo muito ar.
Você pode também adaptar usando uma daquelas formas tradicionais de bolo com um furo no meio,ou ainda colocar uma bola(tipo de Tênis ou maior,pois alguns são capazes de engolir a de tênis) na vasilha da comida

QUAL A TAXA DE SOBREVIVÊNCIA?
Depende das circunstâncias em que o animal entre na clínica. Há que ponderar diversos fatores vitais como: severidade e agravamento da situação, problemas cardíacos secundários, extensão das áreas de necrose do estômago, entre outros. Existe a probabilidade de cerca de 15 a 20% de morte dos animais após cirurgia.

Freqüência de diagnóstico dos 3 tipos de patologias predominantes entre os cães gigantes em função da idade.
Uma pesquisa da Universidade de Purdue15 com
42 076 cães de 5 raças gigantes levados a consultórios veterinários (Dogue Alemão, São Bernardo, Rottweiler, Terra-Nova, Bouviers Suiços), ilustra a predominância de alguns problemas patológicos.
4 753 cães, ou seja, 11 % dos animais apresentavam :
• problemas ósteo-articulares (73 %)
• DILATAÇÃO-TORÇÃO GÁSTRICA (14 %) ou
• problema cardíaco (13 %).

A DILATAÇÃO-TORÇÃO GÁSTRICA
Neste estudo, a dilatação-torção gástrica representa
1,53 % das doenças diagnosticadas em cães gigantes, qualquer que seja a idade. A incidência varia com a idade, mas é máxima para os cães idosos de 7 a 10 anos. O Dogue alemão representa 73 % dos casos.

ATENÇÃO!
Ao encontrar ou resgatar um animal de rua ,desnutrido,não exagere na hora de alimenta-lo (coisa que muitos fazem,dando grande quantidade de comida de uma só vez),pois pode provocar uma Torção Gástrica. De pequenas porções ao longo do dia. 
Como o índice de óbito em animais que sofrem uma torção é muito alto (em torno de 60%) todo cuidado é pouco.

Alguns sinais que servem de alerta são:
-Inchaço anormal do abdômen
- Dificuldade para respirar;
- Salivação excessiva;
- Ânsia de vômito sem que o cão consiga vomitar;
- Palidez da mucosa (olhos e bocas).
-Inquietação seguida de apatia
-Perda de consciência
-Batimento cardíaco acelerado

Se você perceber algum desses sintomas, procure ajuda veterinária imediatamente! Uma torção gástrica pode matar o cão em apenas 3 horas. Por isso é essencial que o socorro seja imediato. 

Converse com o veterinário de seu cão, e obtenha maiores informações!
FONTE:DICAS PELUDAS


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